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sábado, 20 de dezembro de 2008

Contra a construção da Barragem de Fridão...- Movimento cívico quer salvar o Tâmega e a vida no Olo




Contra a construção da Barragem de Fridão...
Movimento cívico quer salvar o Tâmega e a vida no Olo



Movimento de Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega conta com cidadãos de Amarante, Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto. No passado dia 28 de Novembro, na cidade de Amarante, efectuou-se uma conferência de imprensa de apresentação do Manifesto do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega. Este movimento composto por cidadãos de Amarante, Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto, asseverou, pela voz de José Emanuel Queirós, as razões da contestação ao que o «Programa Nacional de Barragens (PNBEPH)» reserva para Amarante e para a Região de Basto. Em causa está a transformação do rio Tâmega numa albufeira (com quase 150 km de extensão) desde a fronteira com Espanha até ao concelho de Amarante, para aproveitamento hídrico pelas grandes empresas de produção eléctrica.

Este movimento denuncia, também, a possibilidade das cinco barragens, a construir na sub-bacia do rio Tâmega, "artificializarem" o rio, acelerar o processo de eutrofização, destruir o equilíbrio dos ecossistemas e interromper a vida natural, tal como a conhecemos, em torno do rio. Nomeadamente, na Região de Bastom a contestação do "Programa Nacional de Barragens" é reforçada com a possibilidade das famosas cascatas das "Fisgas de Ermelo", uma das maiores cascatas naturais da Europa, e os campos agrícolas mais férteis da Região de Basto desaparecerem com a subida das águas.

A qualidade de vida e de vivência nesta Região de Basto está inequivocamente ameaçada com este projecto, segundo o manifesto deste «Movimento» de cidadãos.

O «Movimento» reforçou que este empreendimento [construção das barragens] que suporta este programa não trará desenvolvimento para a bacia do Tâmega.

«É, simplesmente, um "retrocesso" ambiental e que visa apenas satisfazer as "apetências" das grandes multinacionais em nome de um desenvolvimento sustentável». Referindo como exemplo o "não-desenvolvimento" ligado à barragem de Torrão (Amarante) no curso do rio Tâmega.

Petição na Internet contra a Barragem já tem mais de 1300 assinaturas.

José Emanuel Queirós sustenta que «O "programa" em curso - totalmente feito em gabinete a partir de Lisboa - do ponto de vista técnico e científico é um logro (...)» e que o «Programa Nacional de Barragens» constitui, do ponto de vista ambiental e do desenvolvimento sustentável - por via da exploração exaustiva e massificada da água dos rios (do Tâmega, em particular) - uma verdadeira «patranha».

Este «Movimento» define-se como um «Movimento» de cidadãos sem qualquer conotação política, de todas idades e estratos sociais unidos na causa «Salvar o Tâmega e a vida no Olo». Causa esta, que surgiu como resposta ao "irresponsável" e "incompreensível" "silêncio" dos órgãos governativos do vale do Tâmega.


Defendem que a solidariedade local e regional em torno da causa «Salvar o Tâmega e a vida no Olo» é decisiva para a defesa do rio e da vida que dele brota. Contra o "silêncio" institucional regional, o «Movimento» propõe-se a alertar os órgãos de soberania portugueses e as populações afectadas para esta problemática. De facto existe uma petição na Internet (http://www.petitiononline.com/PABA/petition.html), com mais de 1300 assinaturas recolhidas (até ao momento), para atingir este objectivo.

Para José Emanuel Queirós, porta-voz do movimento anti-barragem, é importante transmitir às populações da bacia do Tâmega «que nada está decidido e que o processo de construção da barragem pode ser revertido».

No dia 3 de Dezembro uma delegação do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» dirigiu-se a Marco de Canaveses onde entregou um exemplar do Manifesto Anti-Barragem ao presidente da República Cavaco Silva. Um acontecimento que serviu para sensibilizar o presidente para esta causa.

in Jornal O Basto - 20 de Dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

Movimento em Conferência de Imprensa - Cidadãos contestam a barragem de Fridão







Movimento em Conferência de Imprensa (28.Novembro.2008)
Cidadãos contestam a barragem de Fridão



O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, divulgou, a semana passada, em conferência de imprensa, o Manifesto Anti-barragem "Salvar o Tâmega e a Vida no Olo".

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse à Lusa que o lançamento do manifesto anti-barragem serve "para mobilizar a população para a fase de discussão pública" sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração.

Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.

o manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento - Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante.

"As barragens no Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos", considera o movimento de cidadãos.

Insurgindo-se contra "a falta de voz de determinação e reivindicação" dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos do Estado.

 "Não queremos a barragem de Fridão nem aceitamos o transvase das águas do rio Olo para a barragem de Gouvães e exortamos os órgãos de soberania do Estado português a respeitar a cidadania e a vida tal como nós a conhecemos", salienta Emanuel Queirós. 

in Tâmega Jornal, N.º 25 (p. 24) - 06 de Dezembro de 2008 

sábado, 29 de novembro de 2008

PNBEPH - RIO TÂMEGA: Movimento de cidadãos que contesta barragem de Fridão vai ser recebido por Cavaco Silva






PNBEPH - RIO TÂMEGA
TÂMEGA: Movimento de cidadãos que contesta barragem de Fridão vai ser recebido por Cavaco Silva 

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, vai ser recebido quarta-feira pelo Presidente da República, anunciou hoje a organização. 

Cavaco Silva visita a 3 de Dezembro o Município do Marco de Canaveses, onde vai inaugurar um parque fluvial no rio Tâmega e as piscinas municipais de Alpendorada e Matos.

Será após a sessão de boas-vindas, na qual o Presidente da República receberá a Medalha de Honra e o título de cidadão honorário do Município, que uma delegação do movimento contestatário das barragens no rio Tâmega entregará a Cavaco Silva um exemplar do Manifesto Anti-barragem "Salvar o Tâmega e a vida no Olo".

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse à Lusa que o lançamento do manifesto anti-barragem serve "para mobilizar a população para a fase da discussão pública" sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração. 

Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.

O manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento – Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante.

"As barragens no Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos", considera o movimento de cidadãos. 

Insurgindo-se contra "a falta de voz de determinação e reivindicação" dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos de Estado.

"Não queremos a barragem de Fridão nem aceitamos o transvase das águas do Olo para a ribeira da barragem de Gouvães e exortamos os órgãos de soberania do Estado português a respeitar a cidadania e a vida tal como nós a conhecemos", salienta Emanuel Queirós. 

Para o líder do movimento anti-barragem, é importante dizer às populações da bacia do Tâmega "que nada está decidido e que o processo de construção da barragem pode ser revertido".

Contrato de concessão avança em Dezembro
O contrato da concessão da barragem de Fridão, no rio Tâmega, a celebrar entre o Estado e a EDP vai ser assinado em Dezembro, assegurou à Lusa, no início de Novembro, o presidente do Instituto da Água (INAG).

A atribuição dos contratos de concessão com a EDP – que ganhou o concurso para Fridão, Alvito e Foz Tua – com a Endesa – que ganhou Girabolhos – e com a Iberdrola – que ganhou Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões – será feita por decreto-lei, precisou Orlando Borges.

O Estado vai encaixar 624 milhões de euros com a adjudicação da concessão de oito barragens do Programa Nacional de Barragens à EDP, Iberdrola e Endesa, afirmou à Lusa o presidente do Instituto da Água (INAG).

O investimento total nas oito barragens será de cerca de 3.000 milhões de euros e o aumento da produção hídrica, que estava previsto ser de 1.100 megawatts (MW) para as 10 barragens programadas, será “ultrapassado”, afirmou Orlando Borges.

O presidente do Instituto da Água confirmou que as barragens de Almourol e Pinhosão não receberam qualquer proposta no concurso lançado pelo Governo, ficando por construir.

Orlando Borges afirmou, no entanto, que dadas as “fortíssimas restrições” colocadas à construção das barragens de Almourol e Pinhosão, vê como “positiva” a sua não construção. “Os objectivos que tínhamos com dez barragens [em termos de encaixe financeiro e de produção hídrica], vamos conseguir atingi-los com oito”, afirmou.

in Marão online - 29 de Novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

PNBEPH - RIO TÂMEGA: Movimento promove Conferência de Imprensa









PNBEPH - RIO TÂMEGA
Movimento promove Conferência de Imprensa

Face à brutal acção em curso contra a bacia do rio Tâmega e as suas populações, contida no «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico», e perante a manifesta incapacidade dos órgãos do poder local (câmaras e assembleias municipais) se oporem a tal investida, o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega tomou a iniciativa de agir publicamente contra a acção decorrente da alienação dos recursos hídricos no Tâmega às eléctricas ibéricas EDP, S.A. e IBERDROLA, S.A., visando obstar que as populações do Baixo Tâmega se vejam espoliadas de um dos bens naturais mais preciosos desta região.

Para o efeito, no próximo dia 28 de Novembro de 2008 (sexta-feira), pelas 18H00, o Movimento levará a efeito uma Conferência de Imprensa no Edifício TOP – Recta de Ramos, em Amarante (GPS 41.17.09-N – 8.05.18-W), onde fará a apresentação pública das bases programáticas à contestação do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» e às circunstâncias políticas que levam à sua execução na bacia do Tâmega.

Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega - 25 de Novembro de 2008