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domingo, 2 de maio de 2010

Governo de José Sócrates, Francisco Assis e Armindo Abreu, dá luz verde à construção da Barragem de Fridão: Já há quem possa festejar Fridão

Governo de José Sócrates, Francisco Assis e Armindo Abreu, dá luz verde, através do ministério do ambiente, à construção da Barragem de Fridão.
Já há quem possa festejar Fridão


Mais uma vez, se comprova, aquilo que muitos, há muito tempo dizem.

Os Estudos de Impacte Ambiental e os chamados períodos de discussão pública dos mesmos, são meros pró-forma, para enganar pategos.

O valor destes estudos e da pretensa participação democrática que os sustenta, pode, no nosso caso, ser também avaliado pela decisão, já tomada pela autarquia amarantina, mas ainda não publicitada, de desistir da construção de um dos Centros Escolares previstos para a margem esquerda, em favor de um Centro Escolar na margem direita, por saber que teria a garantia que a barragem era para construir, e assim saber também que poderia contar com a passagem rodoviária que o chamado segundo escalão de Fridão permitirá, para conduzir os alunos de Rebordelo, Fridão, etc., para o Centro Escolar de Gatão.
É a isto que esta gente que nos (des)governa chama de "política de transparência".

A mesma "política de transparência" que deixou o nosso edil a fazer figuras tristes no dia em que nos fecharam a linha do Tâmega até à Livração.

Linha férrea que o jornal o "Público" de hoje, em artigo do jornalista Carlos Cipriano, titulado "AVANÇO DO TGV SACRIFICA MODERNIZAÇÃO DA LINHA CONVENCIONAL E NOVOS COMBOIOS PARA A CP", comenta e afirma que "a construção do Tâmega e Corgo estão comprometidas. Estas últimas foram encerradas abruptamente por "motivos de segurança" no ano passado, tendo o Governo prometido a sua reabilitação, mas a Refer ainda não foi autorizada a nelas gastar os 33,3 milhões que previu para os próximos dois anos para transformar aqueles estradões (foram-lhe arrancados os carris e as travessas) em vias férreas novas".

Que fale agora Armindo Abreu que, quando o trataram abaixo de cão, não lhe dando cavaco sobre o encerramento da linha, teve a distinta lata de mandar para a geral que o "Governo promete e cumpre". O mesmo autarca que ficou todo babado com a visita de desagravo da Secretária de Estado dos Transportes.

Pobre terra onde os que assistem impávidos e serenos ao avanço da barragem de Fridão ainda se arvoram em paladinos da liberdade, numa marcha da dita cuja, até Fridão, com o patrocínio da EDP...!!!

Esta gente não é para ser levada a sério!


in Por Amarante, Sem Barragens - 1 de Maio de 2010

Rio Tâmega - Barragem de Fridão: Pobre Amarante...!

Rio Tâmega - Barragem de Fridão
Pobre Amarante...!

«EDP: Ministério do Ambiente dá luz verde à barragem do Fridão

O Ministério do Ambiente emitiu sexta feira a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem do Fridão, segundo fonte da tutela.»


Era a notícia que em boa verdade eu dispensaria!
Mas também não é nada que já não esperasse!

Aliás recordo o que afirmei no 2º Debate sobre as Barragens de Fridão e que foi mais ou menos isto: O período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental era só para cumprir calendário e dar a impressão que tudo estava a ser feito dentro da maior isenção!
Recordo ainda que disse, na presença do sr. Presidente do Inag, que a hipótese da Barragem de montante à cota 165 era só para que nos "alegrássemos" com o "benefício" de ela acabar por ficar à cota menor de 160m.

Aí está..., por isso exultem de alegria porque a barragem vai ficar condicionada à cota mais baixa, das duas propostas da EDP! (como se tal decisão alterasse o essencial dos impactes que se irão sofrer!)

E assim se chega ao que já esperava, sem ter visto da parte daqueles a quem competia, uma única acção concreta e atitude consequente, na luta contra atentado de tal envergadura!

Decididamente, todo este processo foi uma desilusão e se outro mérito não teve, serviu no mínimo para enraizar em mim a convicção de que não basta dizer que amamos a nossa terra, mas que devemos defendê-la das agressões "externas", nem que venham mascaradas de "interesse nacional".

O futuro se encarregará de dar razão a quem a tem e não deixará de responsabilizar os autores de tal iniciativa, nem aqueles que com ela pactuaram!

Dói profundamente esta derrota, não por ser uma derrota de quantos se opuseram à construção das barragens, mas por ser essencialmente uma derrota de Amarante e de todos os amarantinos!

Pobre Amarante!!!!


António Aires, in Força Fridão - 1 de Maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Assembleia Municipal de Amarante - Barragem de Fridão: Intervenção do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de 24 de Abril








Assembleia Municipal de Amarante - Barragem de Fridão
Intervenção do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de 24 de Abril

Provavelmente terá passado despercebido à maioria dos amarantinos e até, quem sabe, a muitos dos presentes nesta sala, a “Declaração Política” que “o Senhor Presidente” da Câmara Municipal de Amarante, distribuiu aos “Senhores Vereadores do PSD” no início da reunião da Câmara do dia 8 de Março de 2010.

Esta Declaração foi elaborada em treze pontos e assim termina:

“Ponto 13.
Nesta declaração fica o aviso aos Senhores Vereadores do PSD que não mais votaremos moções por si apresentadas por não acreditarmos na bondade das suas intenções e por verificarmos que os alegados interesses dos Amarantinos são submersos pela tão lamentável quão abusiva estratégia partidária”.

Como se vê, a 8 de Março de 2010, o PS vem queixar-se publica e solenemente, nesta “Declaração Política”, que foi enganado pelo PSD, em particular pelo “Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD e Vereador da Câmara Municipal”, Dr. José Luís Gaspar, que levou o PS a “fazer uma reafirmação política e pretender para o PS uma posição tão ortodoxa quanto a sua”.


Então não é que Luís Gaspar, “sentenciou que o PSD de Amarante está contra a construção da Barragem de Fridão”?

E não traduz isto na opinião do Presidente da Câmara de Amarante e dos demais que assinam por baixo a “Declaração Política” a saber, “Abel Coelho, Octávia Clemente, Carlos Pereira e Hélder Ferreira”, uma “visão e abordagem impositiva, dirigista e ortodoxa”, que os subscritores da “Declaração Política” consideram mesmo que “não se compagina com o direito a opinião própria e que os partidos não devem impor o silenciamento das discordância, principalmente quando as matérias não são doutrinárias ou estatutárias”.

Muito pedagógico e… extraordinário. O PS preocupado e a dar lições de democracia interna ao PSD.

Mas porquê tanta irritação dos subscritores da “Declaração Política”?

Porque, dizemos nós, o “O Senhor Vereador”, obrigou o PS que pelos vistos não tinha essa vontade, a reafirmar em Fevereiro de 2010, o essencial do que havia defendido em Setembro de 2007, isto é: que estava contra a construção da barragem de Fridão.

Tanta irritação, porque o Presidente da Câmara Municipal de Amarante sabe bem que, mesmo sem o rigor científico que um inquérito devidamente elaborado poderia provar, sabe bem, que o sentir da maioria dos cidadãos que o elegeu, está contra a construção da barragem de Fridão.

Porque, acrescentamos, a comunicação social nacional deu demasiado eco a esta posição do executivo camarário, porque os movimentos ambientalistas aproveitaram a deixa e aumentaram a mobilização contra Fridão e o PNBEPH, porque, de facto, o Presidente da Câmara Municipal de Amarante, tinha mudado ou inclinava-se para mudar de opinião publicamente, sobre a construção da barragem de Fridão e esta declaração causava-lhe, como causou, demasiado incómodo.

Para que não ficassem dúvidas dispôs-se o Presidente da Câmara Municipal a transmitir ao Jornal de Notícias do dia 11 de Fevereiro de 2010 que, não vem mal ao mundo "se a barragem for construída, desde que os benefícios superem os prejuízos".

Não estamos a querer criticar o sr. Presidente da Câmara, por ter mudado de opinião, por considerar agora o que não considerava em 2007 e mesmo antes, porque este assunto de Fridão tem barbas.
Mas não é sério defender Fridão em contrapartida ao nuclear, sabendo ainda por cima a insignificância que esta barragem representará em termos de produção de energia hidroeléctrica, em função dos custos e impactes ambientais negativos que causará, e das implicações negativas que trará para Amarante.

Mas, claro que a “Declaração Política” não visava só, nem sobretudo, o PSD que até, só muito tardiamente acordou, a nível local, para a importância desta questão e que sobre o assunto, tem tido papel pouco louvável, a nível nacional.
PS e PSD entendem-se bem sobre esta matéria e sobre os negócios deste ramo, no Parlamento, como todos bem sabemos.

Como se vê, conforme o Presidente mudou de opinião o PSD, também o fez. Haja clareza, que daí não virá mal ao mundo. Os cidadãos estão aí para avaliar e julgar.

Na sequência da apresentação desta “Declaração Política” seguiu-se, como seria de esperar, troca de mimos entre os vereadores destes dois partidos que, quem estiver interessado, pode consultar lendo, a acta publicada no site oficial da Câmara Municipal.

Hoje os amarantinos sabem que há uma posição oficial do PSD de Amarante contra a construção da barragem de Fridão (infelizmente não acompanhada pela direcção nacional deste partido).
Sabem que do PS local, não se conhece posição oficial sobre o assunto, sabendo-se contudo, que há destacados socialistas que já se afirmaram contra, e outros a favor. Do PS nacional e do seu grupo parlamentar, incluindo o ilustre amarantino, seu presidente de bancada, também sabemos que querem construir Fridão.
A Câmara Municipal, fruto da moção já aqui referida, que os marotos do PSD meteram à sorrelfa, mantém-se, pelo menos oficialmente, mas sem qualquer efeito prático perante a maioria absoluta do PS, numa atitude formal de oposição.
A Assembleia Municipal tem no seu seio e com trabalho feito, uma Comissão de Acompanhamento, onde o PS não quis fazer-se representar e em que todos os seus membros, do PSD, CDS-PP, PCP e BE, declararam estar contra a construção da barragem de Fridão.
O Presidente da Câmara esse, “admite agora a construção da barragem de Fridão em louvor do interesse público nacional”.

Da sociedade civil surgiram, com actividade regular, dois movimentos cívicos “Por Amarante Sem Barragens” e “Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega”, vários blogues na internet, petições à assembleia da República, a solidariedade de vários movimentos ambientalistas….e prepara-se a constituição de novo movimento cívico que abranja toda a bacia do Tâmega capaz de accionar de acordo com o que as leis nacionais e comunitárias permitam, todas as acções possíveis, em defesa do rio Tâmega e que impeçam a construção da barragem de Fridão.

É este o ponto da situação.

Para além do que atrás fica dito e que parece, antes de mais, ou apenas, um arrufo entre o PS e o PSD, a propósito dos comportamentos, menos éticos, de que cada uma das partes acusa a outra, a “Declaração Política” a que nos vimos referindo é muito mais do que isso.

É uma tentativa de ajuste de contas de uma parte do PS, do Presidente da Câmara e de quem mais assina por baixo, com o Bloco de Esquerda.

Como o Bloco de Esquerda não está representado no Executivo Camarário, resta-lhe a tribuna da Assembleia Municipal para fazer ouvir a sua voz. A voz da coerência que incomoda quem faz da política um permanente jogo de interesses em função dos conveniências do seu grupo ou de quem manda no momento.

Quem ler a citada “Declaração Política”, depressa perceberá porque tal dizemos. Quase metade dos 13 pontos deste texto inqualificável são a falar do comportamento, das intenções, das habilidades, do Bloco de Esquerda.
Este texto, se submetido a sufrágio específico, facilmente seria eleito como o texto político mais ridículo, da história da democracia amarantina.

Não iremos por isso, a inteligência dos leitores confirmará tal avaliação, perder muito tempo a responder a cada uma das calúnias que os subscritores aí alinhavam.

Denunciaremos o essencial da mentira, a incongruência, o despudor e passaremos adiante.

Logo no ponto 1. a “Declaração Política” afirma o seguinte, “Quando foi retomado o PNBEPH o sobressalto atingiu os Amarantinos sobre se a questão Torrão seria reavivada. Esse sobressalto foi rapidamente dissipado assim que a EDP compreendeu que isso não seria tolerado e lhe foi recordado todo o trabalho desenvolvido entre 1985 e 1991 ou 92, até à consagração da cota 62”.

No ponto 2 da “Declaração” afirmam os signatários, “emergiu da sociedade civil um grupo cívico que se organizou num “Não à Barragem de Fridão” mas, rapidamente o Bloco de Esquerda procurou apropriar-se dessa causa e assumir-se como rosto do “Não à Barragem”. Não obstante a questão Torrão estivesse definitivamente encerrada, o Bloco semeou a propaganda, com imagens virtuais de um lago verde no centro de Amarante. Passados uns tempos, cometeu a indecência de colocar um cartaz com as figuras de Armindo Abreu, Abel Afonso, Francisco Assis e José Luís Gaspar, perguntando “Porque vos calais?

Continuam os signatários da “Declaração” no ponto 3., “Pareceu-nos que a união dos que se inquietavam com os impactes da barragem ficou ferida assim que aparece uma descarada tentativa de aproveitamento e apropriação partidária dessa inquietação”.

E no ponto 4. acrescentam, “O Bloco assumiu partidariamente um “Não à Barragem” sem nunca explicar as verdadeiras causas dessa posição, ainda que ela se enquadre numa visão ideológica visto que, no Parlamento, alia-se aos Verdes nessa negação das barragens. Mas era manifesto que o Bloco concelhio estava a tentar obter dividendos eleitorais de uma causa que verdadeiramente, era transversal, liderada por um grupo de cidadãos descomprometidos partidariamente, mas que não foi capaz de suster o “assalto” do Bloco.”

O Bloco de Esquerda volta à liça trazido por estas eminências no ponto 6. da “Declaração” quando afirmam
“Há um consenso nacional e mundial em volta do aproveitamento crescente das energias renováveis. Quase todas as forças políticas, excepto o Bloco e o PEV, aceitam o aproveitamento do potencial hidroeléctrico como fonte privilegiada relativamente ao nuclear, e imprescindível, já que as outras fontes não são ainda resposta para as necessidades nacionais…”

Desmontemos a mentira.
Mentira que não é inocente. Mas sim um ataque político obsceno e artificioso que visa em última instância defender, junto de alguns incautos, in-extremis, a “linha justa do camarada presidente” dentro dos princípios da velha escola do mais puro estalinismo.

Só alguns factos:

O PNBEPH que acaba por escolher as 10 barragens de construção prioritária e que inclui a barragem de Fridão e mais quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega resulta de uma decisão do primeiro governo de José Sócrates dos primeiros meses de 2008.

Membros do Bloco de Esquerda participam, desde a primeira hora, conjuntamente com cidadãos doutras forças partidárias e mesmo sem qualquer filiação política conhecida, nas reuniões do Grupo Cívico designado “Por Amarante Sem Barragens” criado em Março de 2008 e que sempre reuniu e continua a reunir de porta aberta, na sede da Junta de Freguesia de S. Gonçalo, gentilmente cedida para o efeito.

Paralelamente, O Bloco de Esquerda, desenvolveu legitimamente, uma actividade autónoma como partido político, visível em especial em alguns outdoors que distribuiu pela cidade, em tomadas de posição públicas nos órgãos de comunicação social, em entrevistas e mais tarde, de um modo mais constante, em acções de campanha eleitoral e debates públicos. O Bloco sempre teve uma posição clara sobre este assunto, fruto de muita discussão interna e não de qualquer directiva de qualquer cabeça pretensamente iluminada. O Bloco de Esquerda foi mesmo o primeiro partido político a organizar um debate público sobre o assunto com a colaboração de técnicos convidados.

O grupo cívico que a “Declaração” designa por “Não à Barragem de Fridão” ou outros, só devem ser mesmo do conhecimento dos subscritores ou, se existiram, deve ter tido actividade bem clandestina.

O outro Grupo Cívico, de facto existente e atrás referido, designado “Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega”, conta com a participação de membros do Movimento “Por Amarante Sem Barragens” diferenciando-se deste por ter sido criado para intervir num raio de acção mais vasto, ultrapassando por isso o objectivo mais estrito de luta contra a Barragem de Fridão. De qualquer modo as relações entre estes dois movimentos são normais e foram mesmo capazes de avançar conjuntamente com uma providência cautelar, acção que deveria, em nosso entender ter sido desenvolvida pela Câmara Municipal, se esta estivesse em sintonia com o sentir dos seus munícipes.


O “legítimo sobressalto que atingiu os amarantinos” de que fala a “Declaração Política” foi fruto da acção e do trabalho do Movimento Por Amarante Sem Barragens, que editou um texto em 17 de Abril de 2008, perfeitamente datado, e que foi abandonado quando se tornou claro que não era ainda desta vez que a EDP iria conseguir a construção do açude junto ao Parque Florestal. O que lhe permitiria colocar a Barragem do Torrão a funcionar à cota 65.
Se tal sobressalto, foi “rapidamente dissipado” muito ou tudo se deve à inquietação que esse documento produziu.
Esse documento foi elaborado não como fruto de qualquer manipulação dos seus autores, mas sim por força do conteúdo do texto do próprio PNBEPH.
E para desmontar cabalmente a intriga que esta “Declaração Política” pretende montar reproduzimos na íntegra o conteúdo do tal “propaganda” que erradamente, mas não inocentemente, a Declaração Política” atribui ao Bloco de Esquerda:

“O protesto dos amarantinos impediu durante vinte anos que a albufeira da barragem do Torrão, funcionasse à cota 65, o que implicaria o desaparecimento das margens arborizadas, dos percursos pedonais e da Ínsua dos Frades, colocaria a Ponte S. Gonçalo (monumento nacional) com água "pelos joelhos" e faria deste troço do rio, a exemplo do que acontece em grande parte do ano na albufeira do Torrão, um charco de águas fétidas.Mas se a EDP foi vencida à vinte anos, não desistiu dos seus intentos. Volta agora à carga, com o governo do PS (partido que então se mobilizou contra os desígnios da EDP), e às "cavalitas" do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

No anexo V desse Programa pode ler-se, relativamente ao aproveitamento hidroeléctrico de Fridão:

"Para além das estruturas directamente relacionadas com o aproveitamento, foi prevista a possibilidade de execução de um pequeno açude a jusante da barragem de Fridão, situado imediatamente a jusante da cidade de Amarante, que garantirá a manutenção de um nível de água permanente no troço do rio adjacente à cidade.

Embora não exista uma relação directa com o aproveitamento de Fridão, constata-se que o limite de montante da albufeira do aproveitamento existente do Torrão (situado mais a jusante no rio Tâmega), quando se considera a cota máxima de exploração prevista, estende-se até junto à cidade, podendo ocasionar problemas de qualidade da água associados à baixa profundidade e à frequente variação de níveis na albufeira. Por essa razão o aproveitamento do Torrão é explorado actualmente com a albufeira a uma cota máxima inferior à prevista no projecto. Nestas condições, o açude a construir será alimentado em permanência pela albufeira de Fridão, e assegurará por um lado a renovação da água armazenada e garantia da sua adequada qualidade, e por outro evitará os inconvenientes associados à variação de níveis de água ocasionada pela exploração do aproveitamento do Torrão.

"Como se constata a EDP, não só nos quer expor ao risco de viver sob um paredão de água com 90 metros de altura (Fridão), como ainda nos pretende descaracterizar o centro da cidade, expor-nos a riscos elevados de cheias, e ainda por cima, com uma atitude paternalista de quem nos quer resolver um problema, que ela própria criou e como tal se confessa.”


O Bloco de Esquerda, na sua campanha autónoma sobre a Barragem de Fridão, editou 4 outdoors, sendo que um deles reapresentava os elementos referidos no ponto 2. da “Declaração Política”. Este cartaz é datado de 07 de Agosto de 2008, cerca de 4 meses depois de posta a concurso a concessão da barragem de Fridão, e quando se ponderou que era mais que tempo para que os principais lideres políticos dos maiores partidos terem emitido opinião.
Segundo os autores da “Declaração Política” os retratados nesse outdoor, supomos que todos, teriam sido infamemente injuriados. O PSD é mesmo criticado por ter perdoado o cartaz insultuoso e a infâmia.
Claro que nunca foi intenção do Bloco de Esquerda insultar ninguém, apenas fazer crítica política, e de tal forma pensamos tê-lo conseguido, que de todos os outdoors publicados foi este o mais elogiado. Quando à reacção dos “visados”, claro que não houve nenhuma. Estar agora a inventar atitudes infames é reacção tardia e sobretudo, reacção oportunista.

Independentemente do que o BE fizesse por esta causa, como partido político, nada impediu o PS ou outro partido qualquer, de fazer e defender sobre o assunto, o que entendesse. E o PS, como partido maioritário e bem instalado nos órgãos do poder do concelho, tem meios, bem mais eficientes do que o BE, para chegar às pessoas. Nunca o fez, porque nunca o quis fazer.
O que está a acontecer hoje estava, em nosso entendimento, há muito programado.

Só os signatários do documento é que, pelos vistos, não sabem as razões pelas quais o Bloco de Esquerda está contra a barragem de Fridão.
Mas como, pelos vistos são poucos, e não queremos maçar os restantes membros desta Assembleia, aconselhamos aqueles a ler os textos, as propostas de resolução apresentadas na AR, as entrevistas dadas ao Amarante TV, à ERA FM, à NFM, as intervenções de militantes seus nos debates e na campanha eleitoral.
E se se derem a esse “trabalho”, facilmente verificarão que, se algum partido explicou, com o máximo detalhe, as razões porque estava e está contra a construção desta barragem, esse partido é o Bloco de Esquerda.

Pode o Dr. Armindo Abreu dizer que o Bloco de Esquerda “está contra a barragem de Fridão”, “porque está”. Propaganda barata!
Pode o Dr. Armindo Abreu acusar o Bloco de Esquerda de ter uma visão ideológica contra as barragens. É mentira!
Nunca o dissemos em lado nenhum e se quiser ser sério neste debate comece por ler, por exemplo, o projecto de Resolução apresentado na Assembleia da República do Bloco de Esquerda (naturalmente chumbado com os votos do seu partido). (Não é o do PEV, é o do BE, não confunda!) e verá que não tem razão alguma nessa crítica que nos faz.


Elisa Antunes (Bloco de Esquerda - Amarante), in Por Amarante, Sem Barragens - 24 de Abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Porém, os políticos, governantes e afins construtores da "coisa" pública continuam a tentar enganar-nos

PNBEPH - Rio Tâmega
Porém, os políticos, governantes e afins construtores da "coisa" pública continuam a tentar enganar-nos

(...)
Assim, a informação recolhida neste trabalho indica que uma grande barragem não proporciona desenvolvimento socioeconómico local na região onde é implementada.
(...)

Marco Gomes, in Remisso - 26 de Abril de 2010

* * *

comentário

Nem mais, são os tais puxa-brasas que controlam o assador, os imorais, aqueles que nos controlam, os que são públicos e os que são privados, as duas coisas, ou coisa nenhuma.

Infelizmente para eles e felizmente para todos nós que hajam pessoas unidas a esclarecer e a lutar contra esta burla. Neste sentido só me resta saudar-te a ti, ao Vítor, e aos demais envolvidos nessa luta.

Os rios são nossos. Chega de paredes de betão. Já há muitas a tapar as vistas das pessoas que até as deixam cegas e obtusas.

Viva a liberdade.

Abel Alves (Cabeceiras de Basto), in Remisso - 27 de Abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Ponte de Mondim e o Tâmega

PNBEPH - Rio Tâmega
Ponte de Mondim e o Tâmega


Para se ter uma ideia do impacto que a Barragem de Fridão terá sobre o vale do Tâmega, o que se vê será submerso.

O nosso único bem comum é a natureza. Podemos construir uma barragem na Foz do Tejo e alagar o Mosteiro de Jerónimos, que o que o homem construiu pode reconstruir.

Com a natureza não é assim.

Quem está de facto a gerir os recursos hídricos do País, privados ou o Estado?

Quem são de facto os fundamentalistas deste país?

Há vinte e dois anos que trabalho na Área Financeira e estou indignado com este atentado à vida das pessoas destas regiões.

O país tem particularidades muito específicas. Estão a querer destruir o "Algarve" desta gente do Tâmega, o seu espaço de lazer e férias. Muitos nem sequer foram ainda a Lisboa...

Onde estão os líderes desta região?

José Ferraz Alves - 6 de Abril de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Amarante - Rio Tâmega: Manifestação contra a "Barragem de Fridão"

Amarante - Rio Tâmega
Manifestação contra a "Barragem de Fridão" (1)

Conforme haviamos prometido, respondemos ao apelo do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, Fernando Gomes, e estivemos presentes na Manifestação contra a construção de mais Barragens ao longo da Bacia Hidrográfica do Rio Tâmega, no caso especial da "Barragem de Fridão" que iria afectar negativamente a região de Mondim de Basto, solidarizando-nos assim à defesa desta causa.

«Barragem de Fridão, Não!»

A concentração de cerca de quatro centenas de manifestantes activistas/naturalistas, demonstrando as razões porque se opôem à construção de mais cinco barragens no rio Tâmega, teve lugar junto ao núcleo arquitectónico da Ponte e Mosteiro de São Gonçalo, da bela cidade de Amarante. Com um dia tão lindo, confesso que esperava ver mais gente presente, nomeadamente fregueses de Mondim de Basto mas, tal não aconteceu, o que deixa pena.
Identificados e presentes pela luta desta causa, estavam Partidos que se reprentam na Assembleia da República, como o Bloco de Esquerda e os Verdes. Vários "Movimentos" compareceram, entre eles o GAIA, o Movimento Cívico pela Linha do Tua, Campo Aberto, Geota, SOS Paiva, Salvar o Tua e com natural destaque para a QUERCUS. Foi-me dito não estarem presentes quase nenhums autarcas, salvo o nosso amigo Fernando Gomes, da Freguesia de Mondim, bem como os presidentes de Junta de São Gonçalo e de Cepelos. Parece que a maioria dos políticos da região se alheou do problema. Se estão no cargo para defender da melhor forma o que é melhor para as populações que os elegeram, como é possivel baixar os braços e estender a toalha ao chão tão cedo?
"Tem de vir gente doutras regiões defender os interesses dos de cá! - ouvimos dizer. É lamentável!"



Mereceu-nos algum destaque as intervenções do Professor Emanuel Queirós, do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» que afirmou que "Esta Manifestação é a Voz do Tâmega!" e das gentes não consultadas e desconsideradas pelo Governo que quer "vender" um dos seus principais recursos naturais, o rio Tâmega, fragmentando o seu natural curso em 6 albufeiras. Este programa, disse, é "contra-natura" e só vai sacrificar as populações e empresas produtoras de "energia com propostas alternativas" que trariam para a região um desenvolvimento construtivo e sustentável.
Prestamos a devida atenção à "fascinante" intervenção do jovem Ricardo Marques, da Quercus, ao afirmar que as barragens previstas irão produzir apenas 1,6 % da energia do país e reduzir só 0,25% das importações de petróleo, não tendo inclusivé algum impacto relevante ao nível das emissões poluentes. O activista e ambientalista fez ver aos presentes que, ser forem avante, as barragens não vão gerar emprego com futuro, mas sim, "prejuízos enormes" para além duma destruição ambiental jamais reparável. Serão milhares os hectares de reservas agrícolas de actual produção significativa, como a vinha, bem como toda a "Biodiversidade" do rio e ao redor das margens que vai ficar submersa. Com os "lagos artificiais" represados ao longo do Vale do Tâmega, a qualidade da água vai deteriorar-se considerávelmente, o ecossistema piscícola será adulterado e (estremecemos por momentos!) o Lobo Ibérico, que ainda vagueia pelo Parque Natural do Alvão, deixará de poder deslocar-se para a vertente sul do Tâmega. Como nos emocionáste, Ricardo!

Dei atenção aos cartazes afixados e dependurados para o rio e algumas mensagens eram arrepiantes para a minha sensibilidade.


Mas, deixei propositadamente para o fim a acção de luta dos «Verdes» Partido Ecológico, que têm vindo pelo país numa campanha de luta e sensibilização pelas causas de defesa do Ambiente, juntando-se a outros Movimentos, Associações, Entidades e Cidadãos comuns, na manifestação contra o Programa Nacional de Barragens. Para além da sua participação nesta manifestação contra a construção da "Barragem de Fridão", os cinquenta activistas/naturalistas no final deslocaram-se no autocarro que os transportou já desde Lisboa e foram a Mondim de Basto verificar com os próprios olhos toda uma região envolvente à bacia dos rios Tâmega, Cabril e Olo que irá ficar submersa, analisando bem as causas negativas patrimoniais, paisagísticas e sociais que se irão repercutir na vida das pessoas. Foram guiados pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia, Fernando Gomes e pelo elemento da Assembleia da Freguesia e Historiador, Sr. João Alarcão, um conhecedor profundo de património edificado em Portugal e no Mundo.
Nós também os acompanhamos e queremos deixar aqui este importante registo.

Bem Haja!

Continua...


in Passeios da Caramulinha - 16 de Março de 2010

PNBEPH - Programa Nacional de Barragens: As Barragens da Nossa Perdição

PNBEPH - Programa Nacional de Barragens
As Barragens da Nossa Perdição

O Plano Nacional de Barragens que José Sócrates tem defendido obstinadamente é um daqueles erros históricos cuja factura havemos de pagar colectivamente como temos pago a herança da horda de políticos que nos governa desde que o Marquês do Pombal se eclipsou.

O país não produz. O país não inova. O país desperdiça. Mesmo sabendo disso, o plano que nos propõem tem por base o pressuposto de que precisamos de produzir mais energia. Para desperdiçar mais energia, está claro.

A coberto da produção das chamadas "energias limpas", o país demite-se de uma política energética consistente, afundando-se em barragens com custos incalculáveis para todos. Destruir os ecossistemas do Sabor, Tâmega e Tua, submergir a Linha do Tua e colocar Amarante em risco de submersão são erros clamorosos que recusamos em absoluto.

Pedro Morgado, in O Mal Maior - 29 de Março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mondim de Basto - Rio Tâmega: Salvar o Tâmega ainda é possível!

Mondim de Basto - Rio Tâmega
Salvar o Tâmega ainda é possível!

Sabia que…?

…Os Estudos de Impacte Ambiental (EIA) – quer da EDP quer da IBERDROLA –, revelam que com o rio artificializado em cascata de águas mortas a qualidade da água vai ter um índice de eutrofização elevado?

...Com a qualidade da água mais degradada no sector a montante, poderá colocar em causa a sua utilização?

…A eutrofização é um dos problemas ambientais da água mais frequente em albufeiras e outros meios de águas paradas?

…Dada a existência de unidades potencialmente poluentes na bacia hidrográfica do TÂMEGA, existe o risco de poluição acidental com atribuição de grau elevado?

…O EIA da IBERDROLA, além da ruptura das barragens, prevê também a possibilidade de deslizamento de encostas, o que provocaria uma onda de água com efeitos devastadores, nomeadamente na vila de Mondim e em Amarante, causando destruição de casas e perdas de muitas vidas humanas?

…No EIA da IBERDROLA, apontam como consequência negativa no clima o aumento nos valores de humidade do ar e na frequência de nevoeiros e de neblinas?
…Enquanto no EIA de Fridão a EDP não diz o mesmo. Será que o rio e o vale não são os mesmos?

...Passará pelo concelho de Mondim uma Linha de muita Alta Tensão com cerca de 50 torres, condicionando ainda mais o nosso território, e sendo negativo para a Saúde das pessoas também é desfavorável no comportamento social e uma intrusão visual, desfigurando a paisagem do nosso Monte Farinha (Sr.ª da Graça)?

…Com a construção das barragens e a inundação do vale serão eliminados centenas ou milhares de empregos, recursos da terra e fontes de rendimentos proveniente da agricultura ou de outras actividades económicas?

...Ainda está por provar que uma barragem seja um investimento que ajude a combater a pobreza, aumentar o nível de educação e a aumentar a esperança de vida das populações?

…Há alternativas à construção de mais barragens, mais baratas e com menos prejuízos para o Ambiente e para as populações?... Como por exemplo o aumento de potências das barragens já existentes, a aposta na eficiência energética, a energia solar?

Nós já temos um património, que é o nosso rio, património esse, que poderemos reactivá-lo a qualquer momento, basta haver vontade e estratégia para o valorizar e desenvolver o concelho de Mondim e toda a região!

NÃO PRECISAMOS DE BARRAGENS COM ÁGUAS EUTROFIZADAS!!!

Apareça dia 28 de Março e junte-se na defesa desta causa de todos pelo bem de Mondim, do Tâmega e da nossa região.

Salvar o Tâmega ainda é possível!
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Fernando Gomes (Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto), in Freguesia Mondim de Basto - Março de 2010

Rio Tâmega - Barragens de Fridão (Amarante): Por causas ou por "coisas"?

Rio Tâmega - Barragens de Fridão (Amarante)
Por causas ou por "coisas"?

Decorrido o período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental das Barragens de Fridão, e enquanto aguardamos o veredicto dos "esclarecidos" decisores, por Amarante parece que ainda há muita gente que não tem opção clara sobre o que verdadeiramente quer!

Já não acredito que lhes falte informação, sobre as reais dimensões da tragédia que se irá abater sobre Amarante!!!

E dou comigo a repetir aquele ditado popular que reza:
- "O maior cego não é o que não vê, é o que não quer ver".

E o que os levará a não querer ver?

Que forças ocultas;
que interesses inconfessáveis;
Que medos;
que conivências... justificam tal cegueira?

Já é tempo de estarmos esclarecidos e fazermos opções!
Já não é desculpável a existência de partidários do "Nim"

É a nossa terra e o futuro dos nossos descendentes que está em jogo!

Cabe-nos o direito de lutar contra a construção das barragens...
Cabe-nos o direito à indignação para com o destino que nos querem traçar...
Cabe-nos o direito à revolta
Cabe-nos o direito a criticar os que "de cócoras" aceitam o que os outros decidem...
Cabe-nos o direito a erguer a voz e GRITAR:

- Parem, não façam mais mal à nossa terra!

Se não são capazes de nos propocionar um futuro e desenvolvimento assentes nas riquezas que possuimos, também não lhes cabe o direito de as desbaratar ou hipotecar!

Se os amarantinos não assumem a luta contra as barragens de Fridão como uma causa comum, então não há causas que justifiquem, nunca mais,a sua unidade!

É tempo de sermos todos amarantinos e dignos herdeiros do património que nos legaram!


António Aires, in Força Fridão - 24 de Março de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

PNBEPH - Rio Tâmega: Para lá e cá do Marão, sabem os que por ali estão

PNBEPH - Rio Tâmega
Para lá e cá do Marão, sabem os que por ali estão

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Fomentar o crescimento de uma região à custa do sacrifício das gentes de outra, só tem um nome: colonialismo. E é de colonialismo do Interior português que fala, quando eminentes administradores, como o Pina Moura, vem pelo próprio pé, abanar com falsas promessas do "bom" a uma região deprimida, a troco da sua riqueza.

Mas eis que ex-ministro da economia, prontamente colocado ao serviço da Iberdrola, engoliu em seco, num debate em Vila Real, perante um parecer técnico, elaborado por 15 investigadores da UTAD, que arrasa por completo o Estudo de Impacte Ambiental. Pelas palavras, pelos actos e, sobretudo, pelas omissões. O megaprojecto não é sustentável do ponto de vista ambiental, ignora quaisquer impactos económicos negativos sobretudo quando retira hectares de cultivo a populações inteiras que tão pouco poderão fazer uso dos recursos hídricos.

Mas para Pina Moura, pleno bondade, está fora de questão refazer o EIA. E dali, quanto muito, terá levado umas notas para reflexão em casa, uma vez descartada (na sua cabeça) a suspensão da empreitada.

Ora essa, e logo depois de Sócrates gastar albufeiras de saliva na coisa, com a historinha do potencial hídrico subaproveitado. É bem visto que este keinesianismo de clientela, tem apenas o propósito maior de fazer render o peixe às construtoras e cimenteiras, tão sedentas de lucro, à custa da cartelização do mercado da energia. Para estes o lucro, para o estado os encargos com as compensações. A factura, está visto, há-de ser paga pelo consumidor de electricidade e pelo contribuinte. Ambos a mesma pessoa.

(na imagem, retirada daqui, a paisagem lunar que fundeia a esvaziada barragem da Caniçada, no Gerês)

Vítor Pimenta, in O Mal Maior - 24 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Amarante - Barragem de Fridão: Este é o momento de sermos ousados








AMARANTE - Barragem de Fridão 
Este é o momento de sermos ousados

Será que o povo lê? Será que o povo ouve? Será que o que se estampa e publica aproveita aos Amarantinos, acordando-os e mostrando o caminho, até com algum dramatismo, e tocando a rebate, com a informação escrita no Jornal de Amarante de 11/03/2010?
Reparem nesta informação:
“Em caso de uma muito remota, mas possível ruptura da barragem, a onda de inundação chega aí em treze minutos e passa 13,95 metros acima da ponte de S. Gonçalo (!!!)”
Quem ouvir os senhores da EDP a defender o empreendimento, tão bem embrulhado, só acha que para tão bons e tantos benefícios já devia estar pronto há muito tempo. Não é por certo esta dádiva, conforme pretensão da EDP pelas discussões e debates que se vêm fazendo há algum tempo em Amarante. Mistura-se tudo querendo fazer de nós estúpidos, só vantagens, estilo gato escondido com rabo de fora. Atentemos agora na entrevista do Prof. Rui Cortes, da Universidade de Trás-os-Montes ao Repórter do Marão:
“Em primeiro lugar o agravamento da qualidade da água. Isto é, uma barragem vai diminuir a capacidade que o rio tem de depurar os materiais, o que vai resultar numa concentração de poluentes e numa grande degradação da qualidade da água. Esta é uma situação preocupante. Mas depois há todo um conjunto de situações que se poderão suceder como, por exemplo, o aparecimento de algas tóxicas, que surgem em meios de poluição e que põem em risco a utilização da água para regadio directo ou abastecimento público.
Depois, toda a veiga de Chaves leva também uma grande quantidade de nutrientes para dentro da água e ainda existem várias indústrias agro-alimentares de enchidos e lacticínios. Tudo isto a drenar para o rio. Por isso tem de haver um grande investimento no sentido de diminuir essas influências ou temos uma situação dramática do ponto de vista ambiental. Do ponto de vista da biodiversidade as consequências são muitíssimo grandes. Das dez previstas barragens do plano, apenas foram adjudicadas oito. São todas de grande dimensão e correspondem a 3% da produção energética nacional. O que é na minha opinião mais preocupante é o facto de 3% representar aquilo que são dois anos de acréscimo de consumo que se verificam em Portugal. Quer isto dizer que estas duas barragens ao fim de dois anos, já não compensam o aumento dos consumos energéticos. Tem havido um aumento das necessidades de energia e não tem havido cuidado a nível de eficiência energética. O que dá dinheiro são os empreendimentos de vulto.”
Falam-nos do interesse nacional. E há quantos anos, desde o tempo da “velha senhora” os sucessivos governos sempre nos preteriram. Os entendidos na matéria, as Comissões de Coordenação e outros, só sabem dizer que estamos numa zona cinzenta, nem somos Trás-os-Montes nem Douro Litoral. Isto é, nem carne nem peixe. Lancemos agora os olhos para os prejuízos apontados e depois, mais tarde, não manifestemos a nossa ignorância e só ficarmos convencidos quando de facto verificarmos o lago pestilento que se formará no centro histórico da nossa cidade e olharmos o verde metálico das algas Fridão acima, e o palavrão reserva estratégica da água ser nada mais que um reservatório dos esgotos a montante, de toda a porcaria das suiniculturas e da que resulta da falta de estações de tratamento de esgotos dos nossos vizinhos, que para já só se preocupam quanto às percentagens a sacar à EDP. As cautelas e as preocupações, o temor das consequências, parecem que à primeira vista tornam inglória a luta que se queria de todos perante a força dos lobbies e da EDP. O exame e a reflexão de alguns dos intervenientes que vão contraditando as maravilhas com que nos querem “brindar”, e que nem tempo nos querem dar para decidir, então que aqueles motivos sejam um incentivo e ânimo para novas acções de indignação contra o erro e a afronta que se preparam levar a cabo contra Amarante.
Todos os golpes que se preparam para nos desferir, não sucumbamos perante as notícias que dão o assunto da construção da barragem como definitiva, não fechemos os ouvidos aos que continuam teimosamente a lutar para um Tâmega livre, sem grilhetas de seis barragens no seu percurso. Esta vontade profunda e generosidade visível na manifestação do dia 13 de Março contra a barragem de Fridão, dos que ainda dão a cara, a força da sua ponderação mantém viva a vontade de lutar contra a indiferença, contra o alarido e a confusão completa daqueles que no meio do desenho, dissimulam os receios tentando encobrir o nosso medo e o nosso desespero.
Vamos perder a esperança na nossa luta?
Em Lisboa, onde se fazem as revoluções e se governa ninguém nos ouve e ajuda.
Seremos nós, os Amarantinos, a empenharmo-nos contra os que pretendem arruinar-nos, a contribuir para o desterro de muita gente que não vai suportar ver definhar a nossa terra enquanto a mira do lucro da EDP e a valorização das suas acções são só as suas preocupações.
Não deixemos as nossas decisões incompletas, este é o momento de sermos ousados, que cada um de nós multiplique a sua energia para que estas qualidades fiquem para a posteridade, como exemplo de ambição, de esperança e de luta, e que nesta escolha todos possamos dizer: CUMPRIMOS.


Hernâni Carneiro, in O Jornal de Amarante, N.º 1556, Ano 30 (p. 5) - 18 de Março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Mondim de Basto - Rio Tâmega: Afogar a História

Mondim de Basto - Rio Tâmega
Afogar a História


Dói-me que um lençol de água estagnada, verde, podre e eutrofizada, da futura barragem de Fridão, vá cobrir, vá esconder, vá apagar, vá varrer, para todo o sempre, das nossas retinas esbugalhadas, a sublime contemplação da Ponte de Mondim suspensa sobre um açude coalhado de moinhos. Erecta, por decreto de Dona Maria em 1822, a jusante dos históricos quatro arcos de pedra e madeira que serviam de travessia (anteriores a 1549), teve como responsável pela construção o fidalgo José de Ataíde Portugal e Castro Pinto Coelho, Bacharel em Leis, Juiz de Fora em Lamego, Juiz dos órfãos em Bragança, residente em Mondim de Basto, onde viria a contrair matrimónio com Delfina de Moura Teixeira Moreira em 22.04.1809.
Dói-me constatar que irão permanecer submersas “ad aeternum”, as fragas por onde desfilaram as legiões imperiais de César comandadas pelo Consul Décio Juno Bruto, à conquista da Calaecia, no século II antes de Cristo, e de Napoleão, comandadas por Loison, o famoso maneta das atrocidades, na Primavera do ano da graça de mil oitocentos e nove da nossa era.
Dói-me saber que vão ficar silenciados os ecos da batalha travada, contra os franceses, pelas heróicas Milícias da Região e pelos destemidos caçadores do Monte de Basto capitaneados pelo famoso guerrilheiro Frei António Pacheco.
Dói-me ver desaparecer, debaixo de água, os testemunhos das travessias de D. João II, de Frei Bartolomeu dos Mártires, dos milhares de peregrinos que de Lamego, e por Santa Senhorinha de Basto, se dirigiam a Santiago de Compostela, de Camilo Castelo Branco em fuga da Quinta do Ermo, em Fafe, com destino a Samardã, da insurreição monárquica do Padre Domingos, que ali, no meio do tabuleiro, mandou lançar os bacamartes e as clavinas ao fundo do Rio.
Dói-me que os moinhos de linho, do pão, e do pesqueiro que El-Rei D. Dinis outorgou à Casa do Outeiro sejam, criminosamente, silenciados por uma massa disforme de escuridão.
Dói-me que o Açude do Padre João possa mergulhar no esquecimento levando consigo as histórias das travessias a vau, da moagem e das maquias, das incursões dos bandoleiros (capangas do José do Telhado, do Manel da Barca de Atei e do Tibúrcio da Anta), das jornadas dos recoveiros e mensageiros e das aventuras dos pescadores das chumbeiras urdidas, na Rua Velha e no Canto da Capela do Santíssimo Sacramento e da Paixão do Senhor, pelas rendilheiras de Mondim de Basto.
Dói-me ver desaparecer o Calhau de Pena, fraga da “cabeça” dos Celtas, petouto dos sacrifícios e das imolações, ara de decapitação dos prisioneiros e do lançamento dos corpos para a corrente.
Dói-me que seja desmantelada a Ponte de Arame de Lourido, ponte pênsil que os “Galinhas de Codessoso, um dia, também desmantelaram, a mando da tropa de Amarante, para travar os de Vila Real.
Dói-me que seja arrasada a magnificência do Vau das Sete Fontes e do Vau dos Barões (entre Paradança e Arnóia) e toda a sua história inenarrável e que seja destruída a memória do assassinato praticado pelo “Quijo”, crime que acabaria por o sentenciar ao patíbulo, no ano de 1840, na qualidade de último enforcado da Vila Nova de Freixieiro e do concelho de Celorico de Basto.
Dói-me que se esfume o arco Romano-Medieval de Vilar de Viando e o mítico lugar da Chavelha, braços de ligação, travessias sagradas e caminhos velhos do mundo, por onde Faros e Linceus, Bubalos, Equaesios e Souseus, Celtas, Nemetanos, Romanos, Franceses e peregrinos de Santiago deambularam e construíram os seus destinos.
Dói-me que se afoguem as figuras humanas pré-históricas e as carrancas dos celtas esculpidas nas fragas e nos patamares do romântico moinho e que se oculte, para todo o sempre a ara do Calhau Furado.
Dói-me que se desvaneça o culto de Apolo que marcou aquelas margens, o culto das travessias, e mais tarde o culto do Senhor da Ponte, em honra do qual se viria a construir (sobre o túmulo de um centurião romano) a encantadora capela, com o mesmo nome, engalanada com pinturas naif, para albergar o antiquíssimo cruzeiro de granito, famoso pelos milagres realizados, por promessa de um casal de moradores. Para montante da Ponte de Mondim os crimes continuarão e o lençol opaco e mal cheiroso abafará, sem apelo nem agravo, as margens idílicas por onde D. Nuno Álvares Pereira monteou veados e javalis, adestrando o seu exército pessoal para a batalha de Aljubarrota, destruirá a estrutura dos Sete Moinhos, cobrirá com um manto de vergonha a Fraga Amarela dos antigos cultos ancestrais, ameaçará os vestígios arqueológicos do Castro de Canedo e Castelo de São Mamede, alagará a Ribeira de Pedra Vera, destruirá o Calhau dos Mouros e tapará a saída lendária da Mina do Monte dos Palhaços, que corre oito quilómetros desde o alto de Nossa Senhora da Graça para desembocar no Calau do Furato (Pedra Furada) na margem esquerda do nosso Tâmega sagrado. Dói-me que seja assim amputada a mais extraordinária lenda de tesouros escondidos deste concelho, que seja silenciado o choro da moura encantada que guarda na gruta o bezerro de ouro, (uma cópia do bezerro que foi forjado por Aarão com os brincos e as pelicanas das mulheres judias enquanto Moisés recebia no Monte Horeb os Dez Mandamentos nas Sagradas Tábuas da Arca da Aliança), que sejam riscados do mapa todos os segredos e mistérios que só o Livro Velho de São Cipriano poderia desencantar.
Dói-me que se arrasem as poldras e o ladrilhado da travessia de Porto Carreiro, ligando Atei a Vila Nune, Canedo, Arco e Santa Senhorinha de Basto, caminho pré-romano e ligação medieval para devotos e peregrinos de Santiago.
Dói-me que desapareça o pré-histórico lugar da Barca e de Laré e que se passe uma esponja irrevogável sobre a memória dos habitantes de Atei afogados quando regressavam das festividades de Nossa Senhora dos Remédios, no Arco de Baulhe.
Dói-me conceber que um charco de água parada possa fazer dissipar o local da documentada travessia do Conde Léon de Rosmithal, cunhado do Rei da Boémia, proveniente da Polónia a caminho de Santiago de Compostela, no ano de 1465.
Dói-me que se destrua, impunemente, o tabuleiro Romano sobre o Póio, o Alvadia, o Cabresto ou o Útero da ancestralidade, convergência de rotas imemoriais e único monumento nacional do meu concelho.
Dói-me que se apague, em Mourossós, a notável história de amor que Júlio Dantas nos narrou no seu livro “Espadas e Rosas” e que no açude da Barca se esconda, dos nossos netos, a memória do ataque da quadrilha do Padre Casimiro, em Julho de 1846, a um destacamento do Regimento de Infantaria N.º 13, durante a Revolta da Maria da Fonte.
Dói-me pensar que, mesmo distante, possa correr perigo a lendária Ponte de Cavez, construída em meados do século XIII por Frei Lourenço Mendes, e no meio da qual se mataram a tiro, nas geniais palavras do nosso genial Camilo, o Victor de Mondim e o Lobo de Cerva, loucamente apaixonados pela Isabelinha do Reguengo, em noite dos endemoínhados irem ao Santo (levar com a imagem de São Bartolomeu na cabeça) e de beberem na fonte sulfurosa) da áuguinha dos milagres.
Se nos afogarem a memória decerto que afogarão, também, parte da nossa identidade pois, como afirmava Fernando Pessoa – “Quem não tem consciência certa das raízes profundas do seu ser, isto é, do povo a que pertence, de que coisa pode ter certeza ou de que coisa pode ter noção?!”.


Luis Jales de Oliveira, “Corre-me um Rio no Peito”, edição do autor (pp. 58-64), Mondim de Basto, Março de 2010.

domingo, 14 de março de 2010

Amarante - Rio Tâmega: Três imagens da Manifestação

Amarante - Rio Tâmega
Três imagens da Manifestação

Três imagens da Manif de hoje (13/03) simbólicas da luta em que estamos envolvidos:

- Na primeira (“Não!”), encontra dois jovens amarantinos que, na sua sábia inocência, exibem gestos de quem exige que a vontade de quem ama o rio seja respeitada;

- Na segunda (“A dança do Rio”), o cartaz pintado pelos nossos amigos que viajaram desde Lisboa; vieram lembrar-nos que é na dança dos rios que há vida;

- Na terceira (“Toma”), o símbolo da irreverência dos homens que ousam pensar pela própria cabeça e que dizem “TOMA!” sempre que os querem roubar à descarada.

António Costa - 13 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Amarante)

Manifestação em Amarante: Para um Tâmega livre de mais barragens

Manifestação em Amarante
Para um Tâmega livre de mais barragens

A manifestação "+barragens? Não!" realizada ontem em Amarante foi mais um, e importante, passo para a reivindicação de um "Tâmega livre de mais barragens". Em concreto, a manifestação (ilustrada com um dia belíssimo e com as belezas arquitectónicas de Amarante) reuniu algumas centenas de manifestantes. Faltaram mais, pois claro. Faltaram as entidades oficiais, pois claro. Faltaram aquelas "entidades" que ainda não terminado o prazo de discussão do "EIA de Fridão", já se reuniam para oficializar o seu preço. Faltaram aqueles autarcas que ameaçaram "apoiar" as manifestações de rua caso o "preço" não fosse pago. Faltaram todos aqueles que não souberam atempadamente da manifestação. Porém, estiveram os que estiveram - e bem.

Mas o número (embora importante) não é determinante. O grito, esse sim, determina. A mensagem que o rio Tâmega está perigosamente ameaçado tem de ser transmitida, o meio de transmissão é de somenos. É necessário "despertar consciências", sensibilizar, demonstrar o porquê da reivindicação. No entanto, o grito está dado. A rua será o meio de transmissão para que a mensagem ecoe nos governantes e governos deste país. Ontem foi o princípio.


Marco Gomes, in Remisso - 14 de Março de 2010
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (Cabeceiras de Basto)

«Salvar o Tâmega»: A Festa

«Salvar o Tâmega»
A Festa

A manifestação foi uma verdadeira festa.
Os cartazes ilustraram as nossas preocupações e vontades.
A Quercus a quem como amarantino agradeço o empenho, foi incansável, animou com os seus gaiteiros e tamborileiros todos os manifestantes e a sua juventude exercitou uma verdadeira dança do rio LIVRE, sem muros de betão.
Os canoistas de Amarante não faltaram à festa, levando animação e colorido às águas do Tâmega que corria em baixo!

António Aires, in Força Fridão - 13 de Março de 2010

«Salvar o Tâmega»: Os Solidários

«Salvar o Tâmega»
Os Solidários

O RIO É NOSSO (amarantinos)
Nosso e de quantos sacrificaram o seu descanso de Sábado, para virem manifestar-se ao nosso lado, contra o imperdoável erro que querem cometer e que afectará a nossa terra, a nossa identidade.
Falharam alguns amarantinos...
Notou-se a sua ausência...
Sentiu-se a sua falta...
Mas queremos acreditar que àquela hora estariam, de forma mais recatada e diplomática, a mover as suas influências, para corrigir tamanho erro!


António Aires, in Força Fridão - 13 de Março de 2010

Rio Tâmega - Amarante: Manifestação de 13 de Março de 2010

Rio Tâmega - Amarante
Manifestação 13 de Março de 2010

Eu fui à manifestação...
dizer NÃO À BARRAGEM DE FRIDÃO.
E não me arrependi! Senti-me finalmente no meio de gente que, acima dos meros interesses mercantilistas, coloca a defesa da nossa beleza paisagística, da nossa rica biodiversidade, em suma, da nossa identidade tamegana.
Reencontrei-me com muitos dos que em criança, brincávamos no Areal, na Ponta da Ínsua, nos Poços, na Casca, que ouviamos o eco da nossa voz, quando de barco cruzavamos o arco da Ponte Velha!
Recordamos o nosso amigo e protector Américo(Pacha), exímio professor de natação que, com a ajuda de duas cabaças unidas por um cordel, improvisava as indispensáveis bóias para as braçadas iniciais e fazia de nós, em pouco tempo, capitães do rio; a "Tia Isabelzinha" das guigas; o Sr. António Ribeiro pai do Victor e do Carlitos e quantos de forma espontânea e empenhada, por ali, velavam pela nossa segurança.
Recordamos as barracas de banho que eram colocadas na "Gola", os mergulhos do "penedinho" e o Bar que a Câmara Municipal de Amarante, instalava no Areal, onde comprávamos "os patoquinhos" de bolachas para o lanche.
E SENTIMOS...! que O RIO É NOSSO.


António Aires, in Força Fridão - 13 de Março de 2010

Manif - Salvar o Tâmega

Manif - Salvar o Tâmega

Por mim ele será salvo.

Anabela Magalhães, in Anabela Magalhães - 13 de Março de 2010