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terça-feira, 9 de março de 2010

Barragem/Alto Tâmega: EIA em consulta pública até 14 de Abril coloca hipótese de não construir Padroselos devido a mexilhão




Barragem/Alto Tâmega:
EIA em consulta pública até 14 de Abril coloca hipótese de não construir Padroselos devido a mexilhão

Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das quatro barragens do Alto Tâmega entrou em consulta pública até 14 de abril, revelando um cenário alternativo de não construção da de Padroselos devido à descoberta de uma espécie rara de mexilhões.

No decorrer da elaboração do EIA da "cascata" do Alto Tâmega, que incluiu a construção de quatro barragens - Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães e Padroselos (afluentes) - foi descoberta uma importante população de bivalves com elevado estatuto conservacionista no rio Beça.

Em sequência destes "fortes constrangimentos de ordem ambiental" na área de implantação da albufeira de Padroselos, o EIA revela um "possível cenário alternativo do projecto", que passa pela exclusão desta barragem aumentando a potência prevista para Gouvães.

O mexilhão de rio do norte, margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dado como extinto em Portugal.

Atualmente, esta espécie existe nos rios Rabaçal, Tuela e Mente, que atravessam a parte ocidental do Parque Natural de Montesinho (PNM), e ainda no Paiva, Neiva e Cavado.

A construção da barragem de Padroselos implicaria a eliminação desta colónia de bivalves.

A Iberdrola já pagou ao Estado, em Janeiro do ano passado, um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.

O empreendimento deverá ter um total de 1.135 mega watts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 giga watts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas.

A construção deste complexo hidroeléctrico faz parte do Programa Nacional de Barragens, lançado pelo Governo no final de 2007, representa um investimento de 1700 milhões de euros e estima-se que vá criar, durante a fase de construção, cerca de 3500 postos de emprego.

O EIA identifica ainda outros efeitos negativos sobre os ecossistemas aquáticos, que passam pelo efeito barreira que as infraestruturas projectadas irão exercer sobre as comunidades piscícolas, essencialmente sobre as espécies migradoras.

Por isso mesmo, aconselha-se a implementação do caudal ecológico, ou seja, caudais que são libertados com o objectivo de garantir a manutenção das comunidades biológicas a jusante das barragens.

No território abrangida pelas albufeiras, foi identificada a presença do lobo ibérico e a toupeira-d’água, com estatuto de "Em perigo" e "Vulnerável", respectivamente, que vão perder área que costumam ocupar.

A construção das barragens implica ainda a inundação de dezenas de habitações e de vários hectares de campos de cultivo agrícola.

O EIA analisa ambientalmente 16 alternativas. O estudo concluiu que a alternativa ambientalmente mais favorável é a que envolve a não construção da barragem de Padroselos e da derivação Alvadia-Viduedo-Gouvães, bem como as cotas mais baixas para Alto Tâmega e Gouvães.

O EIA encontra-se disponível para consulta até 14 de Abril nas câmaras de Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Boticas, Chaves e Cabeceiras de Basto, nas 26 juntas de freguesia abrangidas pelo empreendimento, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), no Porto, e Agência Portuguesa do Ambiente, Lisboa


PLI / Lusa, in Contrabando - 15 de Fevereiro de 2010

ALTO TÂMEGA: Recolha de assinaturas contra as quatro barragens








ALTO TÂMEGA: 
Recolha de assinaturas contra as quatro barragens


Dezenas de pessoas já subscreveram a petição que contesta a construção das quatro barragens do Alto Tâmega, por causa da destruição de campos agrícolas, deterioração da qualidade da água ou efeitos graves no ecossistema.

A iniciativa partiu das juntas de freguesia das áreas afectadas e do núcleo do Alto Tâmega do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega.

A "cascata" do Alto Tâmega, adjudicada à espanhola Iberdrola, prevê a construção de quatro barragens: a do Alto Tâmega, Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães e Padroselos (afluentes).

Para além da recolha de assinaturas, estão a decorrer sessões de esclarecimento sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das barragens do Alto Tâmega, em consulta pública até 14 de Abril.
Realizou-se, em Vidago, concelho de Chaves, a sessão “Vamos salvar o Tâmega” que teve como objectivo esclarecer e alertar a população para os previsíveis impactos que a construção das barragens poderá originar num futuro próximo, afectando o ambiente, a economia local, os ecossistemas e a qualidade da água.

O economista Amílcar Salgado, que integra o movimento de cidadãos, disse que, a construção das barragens, vai “deteriorar a situação económica das populações locais, uma vez que lhes serão retiradas os meios de sustentabilidade”, com a destruição dos melhores campos agrícolas e a eliminação de postos de emprego.

“Em termos sócio económicos não vai ficar nada. Vai registar-se apenas o emprego temporário durante a construção, depois ficarão apenas quatro vigilantes, um por barragem. A própria Iberdrola terá os seus escritórios no Porto ou Lisboa gerando aí receitas e postos de emprego”, referiu.

Segundo o responsável, a “albufeira contínua” em que se transformará o rio Tâmega vai afectar o clima e provocará afeitos muito graves no ecossistema.

Amílcar Salgado alertou ainda para a deterioração da qualidade da água, agravando os problemas de poluição que o rio Tâmega já possui, para os impactos negativos na paisagem e no turismo, já que, na sua opinião, uma “paisagem única vai ficar igual a tantas outras”.

O responsável falou ainda nos “custos acrescidos” que as populações vão ter que suportar com o aquecimento por causa da diminuição da penetração dos raios solares provocados pelo aumento do nevoeiro, dos tratamentos fitossanitários nas vinhas por causa do clima mais húmido ou o aumento dos mosquitos.

“O EIA não contempla os custos sombra, ou seja, os custos indiretos que as populações locais vão suportar nas área onde se vão instalar as barragens”, frisou.

Amílcar Salgado assegura que não é contra as barragens, mas salienta que a sua construção tem que ser “analisada de forma rigorosa e credível”.

“O Governo já vendeu e recebeu dinheiro pelas barragens e por isso quer agora construir a todo o custo, independentemente das consequências para o ambiente e populações”, salientou.

A sessão de esclarecimento de hoje é aberta a toda a população do Alto Tâmega e, como oradores, conta com a presença de António Luis Crespí, docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), José Emanuel Queirós, fundador do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, Pedro Couteiro (COAGRET), João Branco, representante da Quercus, e Amílcar Salgado.

Por causa do descontentamento provocado pela construção das barragens, o Alto Tâmega vai associar-se à manifestação nacional que decorre sábado, em Amarante.


PLI / Lusa, in Marão online, Parlamento Global - 9 de Março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Sociedade - Boticas: Construção da barragem de Padroselos poderá não avançar





Sociedade - Boticas
Construção da barragem de Padroselos poderá não avançar


Depois da descoberta da colónia de uma espécie rara de 12 mexilhões - Margaritifera Margaritifera, a construção da barragem de Padroselos está em risco.

Até aqui nada de novo. A novidade passa pela divulgação do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das quatro barragens na região: Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, em consulta pública até dia 14 de Março, que apresenta um cenário alternativo à não construção da barragem de Padroselos, pelo facto de se ter descoberto esta espécie rara de mexilhões, espécie que é protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou mesmo a ser dada como extinta em Portugal.

Assim sendo, a concretizar-se o cenário de não construção desta barragem, a alternativa passa pelo aumento da potência prevista para a barragem de Gouvães, assim como pelo aumento da quota máxima das outras duas barragens, ou seja, Alto Tâmega e Daivões.

Segundo os especialistas, a construção da barragem de Padroselos implicaria a extinção desta importante colónia de bivalves, assim como ainda iria afectar outras espécies essenciais para a sobrevivência do mexilhão, isto porque, este tipo de mexilhão cria-se a partir das guelras de alguns peixes, nomeadamente, das trutas.

Actualmente, este mexilhão-do-rio, com elevado estatuto conservacionista, existe nos rios Rabaçal, Tuela, Mente, Paiva, Neiva, Cavado, e claro está, no rio Beça. De referir que, o empreendimento deveria ter um total de 1.135 mega watts de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 giga watts/hora, equivalente ao consumo de um milhão de pessoas. A construção deste complexo hidroeléctrico integra-se no Programa Nacional de Barragens lançado pelo Governo em finais de 2007.


Suraia Ferreira, in A Voz de Chaves - 19 de Fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tâmega: Grupo Lobo alertou para o «efeito barreira» provocado pela construção das quatro barragens - Lobo ibérico em perigo devido a barragens




Tâmega: Grupo Lobo alertou para o «efeito barreira» provocado pela construção das quatro barragens
Lobo ibérico em perigo devido a barragens


O Grupo Lobo alertou esta segunda-feira para o «efeito barreira» provocado pela construção das quatro barragens previstas para o Alto Tâmega, que poderá pôr em perigo a sobrevivência do lobo ibérico na zona do Alvão, Vila Real.

O técnico do Grupo Lobo, Gonçalo Costa, disse à Agência Lusa que a construção de quatro barragens na zona do Alto Tâmega constitui «mais um problema» para a sobrevivência do lobo neste território.

Ao efeito «barreira» dos empreendimentos hidroeléctricos juntam-se os parques eólicos, as pedreiras, as auto-estradas e a actividade do homem, como os laços ilegais ou o envenenamento.

«O maior problema para o lobo não é a destruição de habitat, é mesmo o efeito barreira. Como é uma cascata quase contínua, são mais de 50 quilómetros de rio desde Amarante quase a Chaves, a grande dificuldade que se coloca é o atravessamento da espécie», referiu.

Acrescentou que, se não houver este cruzamento entre as alcateias do Alvão e do Barroso, separadas pelo rio Tâmega, a população do Alvão ficará isolada, tornando-se mais difícil renovar a espécie.

Mas, para o técnico, o problema físico resultante da construção das barragens vai ser ampliado com a concentração de pessoas também ao longo dos espelhos de água, frisou.

Gonçalo Costa refere que o «ideal» seria não construir «tantas barragens numa zona tão próxima», considerando «ser muito difícil fazer medidas de minimização para estes empreendimentos». Por isso defende que, pelo menos, se deveria definir algumas zonas de cruzamento, para que a albufeira não seja contínua.

O último Censo Nacional de Lobo, efectuado em 2002/2003, identificou no distrito de Vila Real 18 alcateias (com uma média de cinco lobos por alcateia), distribuídas pelas serras do Alvão, Marão, Falperra e zona do Barroso. «Nestes últimos anos registou-se um decréscimo da população e, actualmente, pensamos que cerca de 12/13 alcateias neste território», salientou o responsável.

CLC, in TVI 24 - 15 de Fevereiro de 2010

PNBEPH - Rio Beça (Boticas): Mexilhão-do-rio inviabiliza construção de barragem

PNBEPH - Barragem de Padroselos (rio Beça)
Mexilhão-do-rio inviabiliza construção de barragem

O estudo de impacto ambiental da Barragem de Padroselos descobriu uma colónia de Margaritifera margaritifera.
A descoberta desta espécie no local onde deveria ser construída a barragem inviabiliza a construção.

Patrícia Nogueira, in Nós por Cá (SIC) - 11 de Dezembro de 2009

Tâmega: Revelação foi feita no Estudo de Impacte Ambiental - Espécie rara de mexilhões pode impedir barragem





Tâmega: Revelação foi feita no Estudo de Impacte Ambiental
Espécie rara de mexilhões pode impedir barragem

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das quatro barragens do Alto Tâmega entrou em consulta pública até 14 de março, revelando um cenário alternativo de não construção da de Padroselos devido à descoberta de uma espécie rara de mexilhões.

No decorrer da elaboração do EIA da «cascata» do Alto Tâmega, que incluiu a construção de quatro barragens - Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (ambas no rio Tâmega) e Gouvães e Padroselos (afluentes) - foi descoberta uma importante população de bivalves com elevado estatuto conservacionista no rio Beça.

Em sequência destes «fortes constrangimentos de ordem ambiental» na área de implantação da albufeira de Padroselos, o EIA revela um «possível cenário alternativo do projecto», que passa pela exclusão desta barragem aumentando a potência prevista para Gouvães.

O mexilhão de rio do norte, margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dado como extinto em Portugal.

Actualmente, esta espécie existe nos rios Rabaçal, Tuela e Mente, que atravessam a parte ocidental do Parque Natural de Montesinho (PNM), e ainda no Paiva, Neiva e Cavado.
A construção da barragem de Padroselos implicaria a eliminação desta colónia de bivalves.

CLC, in TVI 24, Ecoworld, iol - 15 de Fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

PNBEPH - Rio Beça (Boticas): Descoberta de mexilhões põe em risco construção da barragem de Padroselos





PNBEPH - Rio Beça: Boticas
Descoberta de mexilhões põe em risco construção da barragem de Padroselos

Apesar de causar estranheza, é algo bem real. Depois da descoberta da colónia de uma espécie rara de 12 mexilhões, a construção prevista da barragem de Padroselos poderá não avançar.

A construção deste complexo hidroeléctrico integra-se no Programa Nacional de Barragens lançado pelo Governo em finais de 2007. Assim, no âmbito deste programa traçou-se a construção do complexo hídrico do Alto Tâmega, que implica a construção de quatro barragens na região: Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões.

A edificação das quatro barragens foi a concurso, concurso esse ganho pela empresa Iberdrola que pagou ao Estado, em Janeiro deste ano, um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das quatro barragens durante 65 anos.

Porém, a construção da barragem de Padroselo poderá não avançar, dado terem sido encontrados, aquando da realização do estudo de impacte ambiental, uma espécie rara de mexilhões não comestíveis. Denominada por mexilhão-de-rio do Norte ou Margaritifera margaritifera, esta espécie é protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Segundo os especialistas, esta espécie de mexilhão reproduz-se em águas límpidas e a partir das guelras de alguns peixes, nomeadamente, das trutas. E sendo o rio Beça um rio “truteiro” e de águas translúcidas é “natural” o aparecimento destes mexilhões.

Desta forma, os especializados referem ser impossível conciliar a ocorrência desta espécie com a construção da barragem, sendo que, para além de destruir o habitat onde vive a margaritifera, o empreendimento vai ainda afectar outras espécies essenciais para a sobrevivência do mexilhão, como as trutas.

Contudo, o Ministério do Ambiente está a procurar soluções para ultrapassar esta condicionante, a não construção da barragem, e não ter de indemnizar o Grupo Iberdrola que já pagou 76 milhões de euros pela exploração.

No entanto, deslocar a colónia dos 12 mexilhões-do-rio para outro local ou até mesmo aumentar a capacidade de armazenamento das outras barragens do Tâmega são duas hipóteses em cima da mesa. Todavia, só depois de realizados mais estudos é que será dada uma resposta final, para já a construção da barragem fica em suspenso.

De referir que, o empreendimento deveria ter um total de 1.135 mega watts de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 giga watts/hora, equivalente ao consumo de um milhão de pessoas.

Suraia Ferreira, in A Voz de Chaves - 08 de Janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Iberdrola / PNBEPH - Rio Beça: Património Natural a extinguir

Iberdrola / PNBEPH - Rio Beça: Património Natural a extinguir
Beça - uma semana, duas descidas épicas !



Na semana passada aproveitei para desenferrujar o Rio Beça. Com as chuvas diluvianas que caíram durante o fim de Janeiro e o início de Fevereiro, o caudal esteve sempre a níveis "inavegáveis", 150 cm, 100 cm, 205 cm. Remanos quinta com o caudal da praxe, 37 cm e no Domingo, que com mais uma série de "introducers" naquele rio vivi uma das descidas mais épicas dos últimos tempos ...

O Maia "crashou" e alombou mato acima, a Teresa obrigou a desmultiplicações de corda e invenções de remendos de última hora depois de se ter "espatifado" nos calhaus de granito, e o Crazy Ramada decidiu (desde há muito tempo) que sempre é preferível esquimotar que nadar e arrastar as canelas no leito do rio.

A companhia da minha câmara de testa deu este pequeno "take" que vos apresento. No final tudo acabou bem com minis e sandes de presunto num tasco sem nome da Serra da Cabreira.

Jorge Babiço, in Aquavertical - 18 de Fevereiro de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PNBEPH - Barragem de Padroselos: Começaram as Obras?...

PNBEPH - Rio Beça: Barragem de Padroselos
Começaram as Obras...

Começaram as obras da nova barragem, de Padroselos... agora é esperar para ver, os noventa metros de altura a ocupar a nossa linda paisagem.

in Freguesia de Gondiães - 7 de Julho de 2009