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domingo, 13 de junho de 2010

Energia e Ambiente - Os grandes desafios em Portugal: Energia e o Programa das Barragens







Energia e Ambiente - Os grandes desafios em Portugal
Energia e o Programa das Barragens em Portugal


O Governo português tem vindo a apostar fortemente na produção de electricidade por via das energias renováveis. Mas o conhecido Programa Nacional das Barragens – que prevê a construção de uma dezena de novos empreendimentos – não traz apenas benefícios ambientais com a redução das emissões de dióxido de carbono. Serão também responsáveis por um empobrecimento abrupto de importantes áreas nacionais e os ambientalistas não estão confiantes de que possam trazer significativas melhorias na redução dos gases com efeito de estufa. Um tema polémico em discussão nesta sessão.

Numa fase de mudança global de paradigmas geopolíticos, económicos e sociais, o crescimento económico acelerado, o aumento da população e o carácter finito dos recursos não renováveis começaram a pôr em evidência a impossibilidade física dos modelos de desenvolvimento dos países do Ocidente se generalizarem à escala global. Dada a profunda interdependência das políticas de energia e do ambiente, a Almedina e a Agência Municipal de Energia e Ambiente (Lisboa E-Nova) decidiram organizar um ciclo de debate para discutir alguns desses aspectos.

Almedina Atrium Saldanha

15 de Junho, às 19:00 horas

Com António Neves de Carvalho (Director de Ambiente da EDP) e Joanaz de Melo (Universidade Nova de Lisboa)
Moderação: José Delgado Domingos (Lisboa E-Nova)
Organização: Agência Municipal de Energia e Ambiente (Lisboa E-Nova) e Almedina

in Almedina - Junho de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Empresas prestes a falir: Dívida da EDP deverá ultrapassar os 15 mil milhões este ano





Empresas prestes a falir
Dívida da EDP deverá ultrapassar os 15 mil milhões este ano


A dívida líquida da EDP poderá ultrapassar os 15 mil milhões de euros este ano, de acordo com as estimativas reportadas ao mercado e que estão a ser apresentadas no Investor Day do grupo, cuja dívida actual ronda os 14,6 mil milhões de euros.

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A dívida líquida da EDP poderá ultrapassar os 15 mil milhões de euros este ano, de acordo com as estimativas reportadas ao mercado e que estão a ser apresentadas no Investor Day do grupo, cuja dívida actual ronda os 14,6 mil milhões de euros.

Depois de ter terminado 2009 com 14 mil milhões de dívida, a EDP admite que esta pode superar os 15 mil milhões em 2010, mas prevê também voltar a reduzi-la abaixo desse valor até 2012.

As perspectivas para 2012 apontam para um rácio de dívida líquida sobre EBITDA de 3,5 vezes, abaixo do nível hoje existente, que é de 4,2 vezes.

Actualmente, 72% da dívida da EDP é em euros, 21% em dólares e 7% em reais. A maturidade média da dívida da EDP é de 5,3 anos.

A EDP registou no primeiro trimestre deste ano um custo médio de 3,5% na sua dívida, estimando que os juros a pagar no final deste ano subam para 4%, valor que poderá agravar-se para 4,6% em 2011 e 2012, de acordo com a apresentação do Investor Day.


Miguel Prado (miguelprado@negocios.pt), in Negóciosonline - 20 de Maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

EDP tem 305 milhões de excedente tarifário a devolver aos consumidores




Energia e Negócios
EDP tem 305 milhões de excedente tarifário a devolver aos consumidores

A EDP tem um excedente tarifário de 305 milhões de euros para devolver aos consumidores portugueses na próxima actualização de preços no mercado regulado de electricidade. Na prática, todavia, a revisão tarifária para 2011 dificilmente poderá baixar o preço da electricidade, já que há défice de anos anteriores por pagar (serão 1,9 mil milhões no final deste ano).

A EDP tem um excedente tarifário de 305 milhões de euros para devolver aos consumidores portugueses na próxima actualização de preços no mercado regulado de electricidade.

Na prática, todavia, a revisão tarifária para 2011 dificilmente poderá baixar o preço da electricidade, já que há défice de anos anteriores por pagar (serão 1,9 mil milhões no final deste ano).

O balanço do primeiro trimestre da EDP reconhece 305 milhões de desvio tarifário positivo (criado quando os custos reais da compra de electricidade pela EDP ficam abaixo dos previstos pelo regulador, gerando uma margem acima da permitida). Em Dezembro, o excedente era mais alto: 509 milhões de euros.

Este desvio, a devolver aos consumidores através das tarifas, emagreceu entretanto porque no primeiro trimestre a EDP "abateu" 127 milhões de défice antigo e 80 milhões de desvio gerado em 2010.

Miguel Prado (miguelprado@negocios.pt), in Negócios online - 10 de Maio de 2010

Energia e Negócios: EDP acusada de cartel em Espanha




Energia e Negócios
EDP acusada de cartel em Espanha

A Autoridade da Concorrência espanhola acusou a Iberdrola, Endesa, Eon España, Gas Natural-Fenosa e Hidrocantábrico, pertencente à EDP, de cartel por combinarem preços, entre outras práticas. As empresas têm agora 15 dias para entregar as suas alegações, noticia o Cinco Días.
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in Diário de Notícias - Bolsa, N.º 51536, Ano 146 (p. 12) - 14 de Maio de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Barragens do Tejo e do Douro mais afectadas: Excesso de água reduz produção





Barragens do Tejo e do Douro mais afectadas
Excesso de água reduz produção


Electricidade com as albufeiras cheias há que deitar água fora, mas isso engrossa o caudal dos rios e afecta o funcionamento das turbinas

As romarias à barragem de Alqueva, no Alentejo, têm sido uma constante desde meados de Dezembro. É que a água propriamente dita acabou por se tornar um pólo de atracção turística pois, pela primeira vez, a água acumulada na albufeira ultrapassou a cota máxima dos 152 metros, o que obrigou a sucessivas descargas.
Pensar-se-á que, com tanta água disponível, a produção hidroeléctrica bateu sucessivos recordes. Isso, de facto, aconteceu mas o excesso de água acaba por ter um efeito indesejado: as descargas fazem subir o nível da água do rio a jusante e isso aumenta a pressão exercida pelo volume dessa mesma massa de água sobre o local onde se encontram posicionadas as turbinas que geram energia. O resultado é que estas acabam por ter um rendimento inferior ao que seria normal.
Este cenário está a repetir-se um pouco por todo o país, com especial incidência nas barragens cujo paredão é mais baixo do que o de Alqueva, onde a chamada queda bruta de água (diferença de cota entre o nível da água a montante, na albufeira, e a jusante, no leito do rio) é menor. Ou seja, em muitas das barragens existentes, sobretudo nas bacias do Tejo e do Douro, com pouca capacidade de armazenagem, “quando a água descarregada atinge volumes significativos, acabam por se atingir valores mínimos da ‘queda’ que impossibilitam o funcionamento dos grupos geradores durante esses períodos”, explica uma fonte da EDP.

Fratel parou uma semana
Por exemplo, na barragem do Fratel, no rio Tejo, entre 22 e 28 de Fevereiro, os grupos geradores de energia ali instalados nem sequer funcionaram. Esta paragem, segundo a EDP, implicou uma perda de 19 gigawatts hora (GWh). Tudo porque os caudais de água naquela albufeira foram superiores a 2200 metros cúbicos por segundo (m3/s).
No rio Douro, estas paragens ocorrem com caudais a variarem entre os cerca de 2800 m3/s (na barragem do Pocinho) e os 6000 m3/s nas barragens da Valeira, Régua, Carrapatelo e Crestuma-Lever.
Sem referir valores totais de perdas devido às descargas efectuadas este Inverno nas barragens de que dispõe em todo o país, a EDP nota apenas que “os impactos na produção a nível nacional são variáveis. Mas sendo os aproveitamentos do Douro os de maior produção de energia hidroeléctrica, é nestes que é mais significativa a perda” de energia.
António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (APREN), desdramatiza e diz que, se em alguns casos as turbinas param durante dias, noutros podem ser apenas algumas horas, até a água no leito do rio estabilizar.

Água em vez de gás e carvão
E a prova de que este impacto não tem sido significativo no conjunto do sistema electroprodutor nacional, segundo o mesmo responsável, é que na base do diagrama do sistema tem estado precisamente a componente hídrica (ver gráfico na página ao lado). Recorde-se que em anos de pouca pluviosidade costumam ser as centrais térmicas, a gás, a carvão e a fuel a assegurar a base do diagrama.
Os dados apurados pela REN confirmam a tese de Sá da Costa, e demonstram que durante Janeiro, por exemplo, 45% da energia eléctrica gerada em Portugal tiveram origem nas barragens.
O presidente da APREN acrescenta a estes dados os da sua associação, que apontam para um total de 47,7% de electricidade de origem hídrica entre o dia 1 de Janeiro e o dia 4 de Março de 2010.
Se àquele valor se acrescentar o da electricidade com origem no vento, no sol e nas outras formas de produção verde, como a biomassa, no período em apreço, do total da electricidade consumida em Portugal 72,6% foi de origem renovável. “Algo de verdadeiramente notável”, remata Sá da Costa.
Um relatório publicado esta semana pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) revela que a produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis cresceu 24% em 2009, relativamente a 2008.
Para este crescimento contribuiu fortemente a componente hídrica que, no último mês do ano, duplicou a produção relativamente à verificada no mês homólogo de 2008.
A produção eólica, por si só, cresceu 31% em 2009 face ao ano anterior. Só em Dezembro a produção foi 52% superior à verificada no mês homólogo do ano anterior.

Vítor Andrade, in Expresso (Economia - p. 14) - 13 de Março de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

BARRAGENS - Cheias param produção hidroeléctrica: Um país com energia a mais





BARRAGENS - Cheias param produção hidroeléctrica
Um país com energia a mais

Portugal tem 16.736 megawatts (MW) de potência instalada. No entanto, nas horas de pico de procura só precisa de 9000 MW

O povo costuma dizer que ‘não há fome que não dê em fartura’.
Os especialistas em energia não só confirmam este ditado popular como garantem que a ‘fartura’ de água e vento deste Inverno foi tanta que acabou momentaneamente com a ‘fome’ do sistema electroprodutor nacional, normalmente traduzida em necessidade de importação de electricidade de Espanha.

O saldo importador, aliás, conheceu uma inversão em Janeiro a favor de Portugal, visto que, segundo a REN, aumentámos as exportações em 830% e reduzimos as importações em 82%, face a igual mês no ano passado.

Contas feitas pela Associação de Energias Renováveis (APREN) ainda mostram mais que isso: garantem que entre 1 de Janeiro e 4 de Março de 2009 as importações de electricidade ascenderam a 760 gigawatts. Este ano, no período homólogo, o saldo é favorável a Portugal, com 172 megawatts (MW) exportados.

Parques eólicos parados

Outra informação a que o Expresso teve acesso junto daquela associação dá conta de que já há parques eólicos na zona de Montalegre, no distrito de Vila Real, a registarem paragens de 40 a 50 horas, este ano, por excesso de vento.

Tem havido muito vento e muita chuva, o que tem colocado as eólicas e as hídricas na base do sistema electroprodutor nacional. Em resultado disso está-se a assistir à paragem quase total de alguns grupos de centrais térmicas a carvão, a gás natural e a fuel. “Basicamente só entram no sistema nas horas de pico de procura e saem logo em seguida”, confirma Paulo Almirante, director regional para Portugal e Espanha da International Power, que detém a Central do Pego em conjunto com a Endesa.

Portugal está claramente perante uma situação de sobrecapacidade de potência instalada. As principais empresas electroprodutoras presentes no mercado português (nomeadamente a EDP e a Endesa) admitem-no a custo, mas reconhecem que, de facto, estamos na presença de uma conjugação de factores climatéricos pouco normais. Resultado: mesmo com o pico histórico de procura de energia eléctrica que Portugal registou no passado dia 11 de Janeiro, passava pouco das 19h00 (em que se chegou aos 9390 MW), o recurso à importação foi residual.

Centrais térmicas são seguras


Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal, alerta, no entanto, para o facto de estarmos a viver “uma situação anormal pois a regra é termos as centrais térmicas a assegurarem aquilo a que se chama potência garantida”. Ou seja, aquela com que o país pode sempre contar perante a intermitência própria das fontes renováveis.



Para que não haja falhas no abastecimento, basta ‘carregar no botão’ e será imediatamente disponibilizada na rede a potência que for necessária. Isso, aliás, também acontece com as barragens, que em 90 segundos podem injectar milhares de megawatts na rede. Têm é de ter água disponível. Há aqui um ‘se’, portanto. Coisa que não existe nas térmicas.

Em teoria, segundo os analistas do sector da energia, para um sistema ser absolutamente seguro deveria ter 110% a 120% das necessidades da procura em hora de pico asseguradas por carvão, gás e fuel. Actualmente Portugal não dispõe dessa segurança de potência, razão pela qual Ribeiro da Silva diz que ainda há espaço para crescer.

E vai-se crescer, de facto, em potência instalada. No final do Verão entram no sistema mais de 800 MW de uma nova central de ciclo combinado a gás natural, no Pego, e a partir de 2013 começam a estar disponíveis os primeiros de mais 3000 novos MW de potência hídrica, oriundos do Plano Nacional de Barragens. Mas ainda há mais cerca de 5000 MW de potência renovável (dos quais mais de 3000 de eólica) a adicionar à equação. Tudo somado ao que já existe dá perto de 25.000 MW de potência instalada num prazo de cinco/sete anos.

Então e o preço da electricidade não baixa? “Era bom, mas não é possível, pois a nossa factura continua a não cobrir os custos reais de produção”, nota Ribeiro da Silva. Se tal acontecesse, o que sucederia de imediato era um aumento do défice tarifário — que em 2009 começou finalmente a diminuir, tendo passado dos €2 mil milhões para €1,9 mil milhões.

Vítor Andrade, in Expresso (Economia - p. 15) - 13 de Março de 2010

Um título e um comentário: Procura-se para a imagem

Um título e um comentário
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>> Inauguração da Central Termoeléctrica de Lares (Vila Verde - Figueira da Foz) - 25.11.2009 <<

Figura - António Mexia: A ponta do icebergue das remunerações



Figura - António Mexia
Aponta do icebergue das remunerações

in Jornal de Notícias (negócios), N.º 312, Ano 122 (p. 2) - 9 de Abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Escândalo Nacional - 3,1 Milhões: Mexia explica prémios da EDP com objectivos superados





Escândalo Nacional - 3,1 Milhões
Mexia explica prémios da EDP com objectivos superados
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O presidente executivo da EDP, António Mexia, troca impressões com José Sócrates no lançamento do projecto InovCity

O presidente executivo da EDP socorreu-se esta terça-feira do argumento da superação de metas traçadas pelos accionistas da empresa para explicar os prémios plurianuais e remunerações de 3,1 milhões de euros que lhe foram atribuídos em 2009. À margem do lançamento de um projecto de electricidade inteligente, António Mexia sustentou que “as pessoas devem ser confrontadas quando não conseguem entregar o que é proposto”.

Em informação remetida à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP indicou que António Mexia encaixou, no ano passado, 700 mil euros em salários fixos e outros 600 mil euros em remunerações variáveis, que oscilam consoante as metas alcançadas. A estes montantes acresce um prémio plurianual na ordem dos 1,8 milhões de euros, que é inscrito nas contas de 2009 e corresponde a 600 mil euros por cada um dos três anos de mandato. Ao todo, o presidente executivo da eléctrica portuguesa vai receber, este ano, 3,1 milhões de euros, assim que a assembleia-geral de accionistas da EDP, agendada para 16 de Abril, der luz verde às contas.
Confrontado com os números, António Mexia lembra que "foram fixados objectivos que toda a gente reconhece que eram ambiciosos": "A maioria das pessoas considerou que seriam difíceis de atingir e foram claramente ultrapassados. O que é que acontece? Se nós não tivéssemos atingido esses objectivos, a pergunta nem se colocaria, mas isso é que é pena".

"Eu acho que as pessoas devem ser confrontadas quando não conseguem entregar aquilo que era suposto e não quando entregam muito mais do que aquilo que é suposto com uma equipa de 12 mil pessoas. Essa é que é a questão. A questão é que a EDP, nesse período de 2006, 2007 e 2008, transformou a maior empresa portuguesa na maior multinacional portuguesa, no maior investidor português no estrangeiro com um contributo decisivo para o crescimento da economia portuguesa", contrapôs o CEO da eléctrica, que falava à margem da cerimónia de lançamento da InovCity, em Évora.

"Há outros bem altos"

Levando em linha de conta as remunerações fixas e variáveis, os valores atribuídos a António Mexia representam 0,19 por cento dos lucros da empresa em 2009, estimados em 1,024 mil milhões de euros, e 0,04 por cento do EBITDA - lucros calculados antes de juros, impostos, desvalorizações e amortizações -, que se cifrou em 3,363 mil milhões de euros.

Em 2009, o presidente executivo da Iberdrola, o mais significativo concorrente da EDP na Península Ibérica, foi remunerado em 5,34 milhões de euros, ou seja, 0,19 por cento dos lucros de 2,81 mil milhões de euros e 0,07 por cento do EBITDA, calculado em 6,81 mil milhões de euros. Ignacio Sánchez Galán averbou, ainda, 3,05 milhões de euros de "gratificação por objectivos estratégicos plurianuais e situações excepcionais e pontuais", segundo contas referidas pela agência Lusa. Em território português, o maior concorrente da EDP no domínio da energia, a petrolífera GALP, entregou ao seu presidente executivo, Manuel Ferreira de Oliveira, 1,337 milhões de euros de remuneração fixa e 236,84 mil euros de remuneração variável, valores que perfazem 1,573 milhões de euros - 0,74 por cento dos lucros em 2009 (213 milhões de euros) e 0,19 por cento do EBITDA (819 milhões de euros).

Mexia assinala que não aufere "nem de perto nem de longe o ordenado mais alto do PSI 20", isto sem contar com os bónus por objectivos. "Há outros bem altos", afiança o administrador, para depois explicar que tem uma intervenção "nula" em matéria de política de remunerações no seio da EDP: "Os salários foram fixados pelos accionistas num contexto de benchmarking".

Remunerações acima de um milhão de euros

Entre as entidades que formam o principal índice da bolsa portuguesa, a Portugal Telecom e o Banco Espírito Santo foram outras empresas em que os respectivos presidentes executivos receberam mais de um milhão de euros por ano. Na empresa de telecomunicações, Zeinal Bava auferiu, em 2009, 1,505 milhões de euros - 711 mil euros em remunerações fixas e 794 mil euros em remunerações variáveis, o que corresponde a 0,22 por cento dos lucros. O presidente do BES, Ricardo Salgado, recebeu 1,053 milhões de euros, ou seja, 0,20 por cento dos lucros.

No fim-de-semana, o antigo líder parlamentar do PS António José Seguro escrevia, na sua página na Internet, que os "valores remuneratórios" praticados na EDP constituíam "uma imoralidade". O dirigente socialista voltaria mais tarde à carga para notar, em declarações à Lusa, que a EDP é a entidade mais endividada do mercado de capitais do país, num total de 14,007 mil milhões de euros.

António Mexia multiplica, por sua vez, os elogios à política de remunerações praticada na eléctrica, por "desvalorizar o ordenado fixo e valorizar o atingir ou não de objectivos".

Carlos Santos Neves, in RTP - 6 de Abril de 2010

Economia e Barbárie: Presidente da EDP defende prémios atribuídos em 2009





Economia e Barbárie
Presidente da EDP defende prémios atribuídos em 2009


O presidente executivo da EDP quebrou o silêncio sobre os mais de três milhões de euros de ordenados e prémios que lhe estão atribuídos. António Mexia diz que é aos accionistas que cabe definir a remuneração dos administradores e argumenta que ultrapassou os objectivos fixados para a gestão da empresa.


OBS: Com Mexia ou sem Mexia, com indianos ou portugueses, é imperativo pôr fim a esta barbaridade com punhos de renda.

in RTP - 6 de Abril de 2010

Presunção e Economia: Mexia referiu que só recebeu os prémios porque excedeu os objectivos





Presunção e Economia
Mexia referiu que só recebe os prémios porque excedeu os objectivos


O Presidente executivo da EDP, António Mexia, já reagiu à noticia sobre os prémios anuais da comissão executiva da empresa. Mexia garantiu que só recebe os prémios porque excedeu os objectivos definidos pelos accionistas entre 2006 e 2008.


OBS: Com Mexia ou sem Mexia, com indianos ou portugueses, é imperativo pôr fim a esta barbaridade com punhos de renda.

in RTP - 6 de Abril de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Rio Tâmega - Barragens de Fridão (Amarante): Por causas ou por "coisas"?

Rio Tâmega - Barragens de Fridão (Amarante)
Por causas ou por "coisas"?

Decorrido o período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental das Barragens de Fridão, e enquanto aguardamos o veredicto dos "esclarecidos" decisores, por Amarante parece que ainda há muita gente que não tem opção clara sobre o que verdadeiramente quer!

Já não acredito que lhes falte informação, sobre as reais dimensões da tragédia que se irá abater sobre Amarante!!!

E dou comigo a repetir aquele ditado popular que reza:
- "O maior cego não é o que não vê, é o que não quer ver".

E o que os levará a não querer ver?

Que forças ocultas;
que interesses inconfessáveis;
Que medos;
que conivências... justificam tal cegueira?

Já é tempo de estarmos esclarecidos e fazermos opções!
Já não é desculpável a existência de partidários do "Nim"

É a nossa terra e o futuro dos nossos descendentes que está em jogo!

Cabe-nos o direito de lutar contra a construção das barragens...
Cabe-nos o direito à indignação para com o destino que nos querem traçar...
Cabe-nos o direito à revolta
Cabe-nos o direito a criticar os que "de cócoras" aceitam o que os outros decidem...
Cabe-nos o direito a erguer a voz e GRITAR:

- Parem, não façam mais mal à nossa terra!

Se não são capazes de nos propocionar um futuro e desenvolvimento assentes nas riquezas que possuimos, também não lhes cabe o direito de as desbaratar ou hipotecar!

Se os amarantinos não assumem a luta contra as barragens de Fridão como uma causa comum, então não há causas que justifiquem, nunca mais,a sua unidade!

É tempo de sermos todos amarantinos e dignos herdeiros do património que nos legaram!


António Aires, in Força Fridão - 24 de Março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Alto Tâmega - Rio Tâmega: Petição contra quatro barragens no Tâmega



Alto Tâmega - Rio Tâmega
Petição contra quatro barragens no Tâmega

Dezenas de pessoas já subscreveram a petição que contesta a construção das quatro barragens do Alto Tâmega, por causa da destruição de campos agrícolas, deterioração da qualidade da água ou efeitos graves no ecossistema.

A iniciativa partiu das juntas de das áreas afectadas e do núcleo do Alto Tâmega do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega. A "cascata" do Alto Tâmega, adjudicada à espanhola Iberdrola, prevê a construção de quatro barragens: a do Alto Tâmega, Alto Tâmega, em Vidago, e Daivões (no rio Tâmega) e Gouvães e Padroselos (afluentes).

Para além da recolha de assinaturas, estão a decorrer sessões de esclarecimento sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) das barragens do Alto Tâmega, em consulta pública até 14 de abril.


in Jornal de Notícias - 9 de Março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

AGENDADA PARA SÁBADO DIA 13 DE MARÇO: MANIFESTAÇÃO SUBORDINADA AO TEMA “+ BARRAGENS? NÃO!”





AGENDADA PARA SÁBADO DIA 13 DE MARÇO
MANIFESTAÇÃO SUBORDINADA AO TEMA “+ BARRAGENS? NÃO!”

A ponte velha de Amarante será o local de encontro para a manifestação marcada para ter início ao meio-dia.

Os diversos movimentos que se opõe às construções das diversas barragens para o rio Tâmega, decidiram em reunião conjunta, marcar uma grande manifestação contra as contruções previstas para a bacia do Tâmega, entre as quais a barragem de Fridão.

Um dos lemas da concentração é “salvar o Tâmega está nas suas mãos” e pretende juntar apoiantes de todos os concelhos afectados pelo Plano Hidrológico Nacional, no que concerne a estas novas construções.
Do folheto da organização destacamos o seguinte texto:


Sabia que…?
…pretendem fazer 10 novas grandes barragens em Portugal, das quais 5 são no Tâmega?
…essas 10 novas barragens vão contribuir no máximo com mais 3% do consumo de electricidade do país?
…já existem mais de 165 grandes barragens em Portugal?
…a transformação de um rio de água corrente num lago artificial põe em risco a qualidade da água e muitas espécies de animais e plantas?
…só a barragem de Fridão vai destruir centenas de hectares de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica Nacional, pontes antigas, praias fluviais, uma ETAR e muitas habitações?
…as barragens não criam empregos e que aliás a EDP tem várias barragens sem ninguém a trabalhar no local?
…é obrigatório fazer um estudo conjunto de todas as barragens no Tâmega e tal não foi feito?
…existem alternativas mais baratas e com menos prejuízo para o ambiente e para as populações? Como o aumento de potência das barragens já existentes, a aposta na eficiência energética, a energia solar...


Saiba mais em http://salvarotamega.wordpress.com/

Apareça dia 13 de Março e junte-se ao movimento que vai parar estas barragens.

DC, in @marante.jornal - 25 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

EDP e Barragens: Efeito nas tarifas - Consumidor pagará novos custos de produção







EDP e Barragens: Efeito nas tarifas
Consumidor pagará novos custos de produção


A EDP reconhece que as novas contrapartidas, como os dois fundos de desenvolvimento e ambiente para o Sabor e para o Tua e o que eventualmente venha a ser negociado para o Fridão, são e serão tratadas como custos de produção, logo repercutir-se-ão no preço que o consumidor pagar.

No mercado com tarifas fixadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), os custos de produção entram sempre na tarifa final, mas como estas barragens vão para o mercado liberalizado, dependerá do preço do mercado e este dependerá muito do preço do petróleo. Haverá períodos em que a EDP conseguirá recuperar o custo associado, outros em que terá de esperar, mas será sempre o consumidor a pagar.

E o que vão ser os custos no Fridão? A EDP, que propôs uma série de medidas de minimização do impacto da barragem que vai inundar uma parte dos concelhos de Celorico, Cabeceiras e Mondim, numa albufeira com 35 quilómetros de extensão, não responde à reclamação dos autarcas, mas deixa a porta aberta. "Só podemos falar de contrapartidas mais tarde, quando existir um projecto aprovado. Antes, não faz sentido", afirma António Castro, administrador da EDP Produção, ao PÚBLICO.

"Há aqui um facto novo", comenta António Castro. Ao contrário do passado, a EDP teve de pagar à cabeça para ficar com a concessão de novas barragens, com valores que a EDP considera suficientemente elevados para que o Estado se responsabilize pelo retorno de benefícios às regiões, mas não é isso que acontece.

Depois, surge a iniciativa dos autarcas minhotos. As velhas contrapartidas associadas às barragens antigas, como a construção de bairros e centros de bombeiros já não chegam e a "indústria eólica" obrigou a novas respostas. Todas estas mudanças culminam com a liberalização do sector energético, provavelmente a base de todas as outras. Quando começarem a funcionar, estas centrais entram para o mercado liberalizado e vão concorrer com 600 barragens do mercado ibérico.

L.F., in Público - 23 de Fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ambiente: Programa Nacional de Barragens - Quercus contra a barragem de Fridão no rio Tâmega







Ambiente: Programa Nacional de Barragens
Quercus contra barragem de Fridão no rio Tâmega

A projectada barragem de Fridão, no rio Tâmega, não deve ser construída, defende a associação ambientalista Quercus. Num parecer ao estudo de impacte ambiental do empreendimento, que esteve em consulta pública até anteontem, a Quercus sustenta que a barragem trará mais prejuízos do que benefícios.
A associação menciona, em comunicado, que o estudo não leva em conta "os impactes cumulativos das cinco novas barragens previstas para a zona e não menciona espécies relevantes" que podem estar em risco. A barragem terá implicações sobre a qualidade da água, a fauna e a flora da região, diz a Quercus. Além disso, o empreendimento contribuirá pouco para a produção eléctrica nacional - 0,4 por cento do total do país.

O Fridão integra um conjunto de dez barragens que o Governo quer construir, segundo um plano aprovado em 2007. Para a Quercus, os três por cento a mais de electricidade que o plano promete são desnecessários perante os 20 por cento que se podem poupar com investimentos na eficiência energética.

Ricardo Garcia, in Público - 17 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Barragem de Fridão (Amarante) - GEOTA diz que aproveitamento hidroelétrico terá impactes negativos irreversíveis”





Barragem de Fridão (Amarante)
GEOTA diz que aproveitamento hidroeléctrico terá impactes negativos irreversíveis”

A barragem “apresenta impactes negativos muito significativos, com verdadeira relevância nacional e um efeito avassalador à escala regional, como é reconhecido no próprio Estudo de Impacte Ambiental”, pode ler-se no parecer.

A organização ambientalista GEOTA considera num
parecer enviado à Agência Portuguesa de Ambiente que a barragem de Fridão, no rio Tâmega, apresenta “impactes negativos muito significativos e irreversíveis”.
A barragem “apresenta impactes negativos muito significativos, com verdadeira relevância nacional e um efeito avassalador à escala regional, como é reconhecido no próprio Estudo de Impacte Ambiental”, pode ler-se no parecer.
A posição desta organização acontece no dia em que termina o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental da barragem de Fridão, no rio Tâmega.
A barragem de Fridão é uma das 10 que constam do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial hidroelétrico.
Segundo o GEOTA, o empreendimento hidroelétrico de Fridão “coloca em risco inaceitável e desnecessário a cidade de Amarante e destrói de forma irreversível um vale de rara beleza, em colisão frontal com as estratégias de desenvolvimento sustentável defendidas pelas populações e pelas autoridades locais”.
Acrescenta que os impactes positivos são “verdadeiramente marginais” - menos de um por cento de benefício em qualquer indicador - e “poderiam ser cumpridos com vantagem por alternativas mais baratas e de menor impacte, designadamente estratégias de gestão da procura de energia”.
“Estamos perante um caso evidente de insustentabilidade, nas vertentes social, ecológica e económica”, considera a associação ambientalista.
Também hoje, os três municípios da região de Basto anunciaram que vão exigir da EDP uma compensação permanente de 2,5 por cento da faturação da barragem de Fridão, no rio Tâmega.
Os três concelhos apresentaram em Braga um pacote de sete exigências e medidas compensatórias pelos “fortes prejuízos locais”, sem as quais – garantem os respetivos autarcas – opor-se-ão à construção da barragem de Fridão.
A Câmara de Amarante aprovou dia 8 por unanimidade um moção em que se opõe à barragem, invocando os fortes impactes negativos que terá no concelho.


APM/Lusa, in Tâmega online, Expresso de Felgueiras, SIC - 15 de Fevereiro de 2010