Carta de encerramento de queixa feita há mais de dois anos
«Se a lei for cumprida nenhuma barragem na bacia do Tâmega será construída» MCDT




Três dias antes do Natal, assistia calmamente ao Telejornal da RTP1 quando vi a grande notícia da noite. Entre os atentados em Bagdade e as agências de rating, uma voz off anuncia o que as câmaras filmam: o presidente da maior empresa pública portuguesa a levar dois saquinhos de papel com roupa usada e um brinquedinho (usado) para uns caixotes de cartão, cheios de coisas usadas para oferecer no Natal. Fiquei comovida. Que imagem de boa pessoa, que gesto bonito: pegar num fatinho usado do seu guarda-vestidos que deve ter uns 200 e num pequeno brinquedo de peluche, e depositar tudo no caixote de cartão para posteriormente ser redistribuído? À administração da empresa? Não, a notícia explica que é para oferecer aos pobrezinhos, que estão a aumentar com a crise. A RTP, Telejornal à hora nobre, filma o comovente gesto. Em off, o locutor explica o sentido dizendo que alguém vai ter no sapatinho um fato de marca. Olhando para os sacos de papel, percebe-se que esse alguém também receberá umas meias usadas e talvez mesmo uma camisa de marca usada.
Em 2000, previa-se que um terço da população mundial sofreria de escassez de água até 2025. Mas esse limiar poderá já ter sido ultrapassado

Destaque, caixa:Manuel Ferreira dos Santos, in Público (p. 43) - 11 de Dezembro de 2010





Sabia que quase um terço da sua conta da luz serve para pagar despesas que não têm nada a ver com a electricidade que consome? E que na factura estão também incluídos subsídios às renováveis, ao gás natural e até ao carvão?
Numa semana em que os portugueses ficam a saber como vai ser a factura eléctrica em 2011 e em que uma petição é entregue no Parlamento contra os custos adicionais, o PÚBLICO abre espaço à opinião dos leitores.
Envie as suas dúvidas, críticas e comentários sobre a sua conta de electricidade para contadaluz@publico.pt. Por favor, indique-nos também a sua idade e em que concelho vive.
Uma selecção de temas sugeridos pelos leitores serão respondidos por seis entidades – APREN (Associação das Empresas de Energias Renováveis), CIP (Condederação da Indústria Portuguesa), Deco-Associação de Defesa do Consumidor, EDP (Energias de Portugal), Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza e REN (Redes Energéticas Nacionais).
in Público - 14 de Dezembro de 2010




Veja aqui a reportagem da Quercus TV sobre a acção de protesto contra o Plano Nacional de Barragens, realizada por várias organizações ambientalistas portuguesas, entre as quais a Quercus, no passado dia 9 de Dezembro de 2010. Em causa estão os elevados custos que a construção de novas barragens terá na carteira dos portugueses, razão pela qual as associações entregaram um cheque simbólico ao Governo no valor de 7 mil milhões de euros.
Acção de Protesto contra Plano Nacional de Barragens - Quercus TV
Barragens
Governo recebe "mega-cheque" de ambientalistas

> Melissa Shinn contabiliza em sete mil milhões de euros o custo das nove barragens
> Melissa Shinn diz que será apresentado documento com alternativas
Os ambientalistas contabilizam em sete milhões de euros o custo das nove barragens integradas no Plano Nacional, valor do "mega-cheque" que vão entregar ao Governo.
O Governo vai receber, na quinta-feira, um "mega-cheque" de sete mil milhões de euros da parte de nove organizações ambientalistas, que calculam ser este o valor que vai sair do bolso dos portugueses para pagar a concessão das novas barragens.
Além dos impactos negativos a nível ecológico, a construção das nove hidroeléctricas previstas no Plano Nacional de Barragens terá também prejuízo aos contribuintes.
À TSF, a ambientalista Melissa Shinn diz que esta iniciativa vem na sequência das polémicas relacionadas com os «défices de vários contratos, parcerias publico-privadas e concessões e também dos custos ao consumidor das renováveis».
Segundo Melissa Shinn, as barragens integradas neste plano deverão custar «sete mil milhões de euros perante a via da concessão que serão suportados pelos consumidores».
Esta ambientalista da Quercus indicou ainda que vai ser apresentado um documento que enumera as falhas e soluções alternativas ao Plano Nacional de Barragens.
«Será que em vez de pagar sete mil milhões temos alternativas em termos de custo, ecologia e soluções técnicas que estão em cima da mesa e que podemos escolher ainda porque as barragens ainda não estão construídas», concluiu.
in TSF - 8 de Dezembro de 2010
Se houvesse honradez na postura do papel representativo,
Petição pela reabertura da linha do Tua reúne 4500 assinaturas. Oito associações ambientalistas promoveram, na passada quinta-feira, uma iniciativa que visou alertar para a “política errada de promoção de barragens”, cuja “responsabilidade primária” cabe ao governo português, e que tem profundas consequências ambientais e económicas.
Quercus: barragens não cumprem lei da água e não protegem espécies
in Esquerda.Net - 10 de Dezembro de 2010




Diversas associações ambientalistas “devolveram” no passado dia 9 de Dezembro de 2010, pelas 12 horas, ao Governo um mega cheque no valor de 7000 milhões de Euros, representando os custos para os portugueses decorrentes da construção de novas barragens. A entrega decorreu junto do Conselho de Ministros, em Lisboa, por ocasião da sua reunião semanal.

Várias associações ambientalistas entregaram um cheque simbólico de serte mil milhões de euros à porta do Conselho de Ministros durante a sua reunião semanal como forma de protesto contra o valor dos custos para os portugueses decorrentes da construção de novas barragens.




Entrevista [TSF] a Pedro Arrojo, professor e presidente da Fundação Nova Cultura da Água.